Figura "Cabeça e ombros" + indicador para MT4 - Ação de preço

Enfiei o dedo no cú e o que encontrei me deixou surpreso! (Spoiler: Posso ter câncer)

Antes de contar a história, já vou avisar que não é copypasta ou algum outro tipo de zoeira. O título é meio sensacionalista mas é um tl;dr da situação.
Background:
Brasileiro; menos de 25 anos; nunca enfiou o dedo no cú.
A história:
Cheguei num ponto da quarentena em que já não sabia mais o que fazer para inovar na punheta com os recursos que tinha em mãos. Explorei altas categorias do Pornhub, até assinei o Premium para dar uma "apimentada" e liberei umas conquistas das quais não tenho nenhum orgulho. Bati sentado, deitado, em pé, de cabeça para baixo... Segui altas instruções em vídeos de JOI (só não fiz o CEI porque acho nojento mas confesso que ponderei a ideia).
Um dia desses, tava na farmácia comprando uns produtos de higiene e me deparei com um frasco de óleo de coco. Uma lâmpada se acendeu sobre minha cabeça: em todos os meus anos de experiência com trabalhos manuais, nunca tinha usado óleo.
À noite, na hora do test drive, veio outra lâmpada: mãos limpas, unha cortada, lubrificante em mãos... Eu já tinha lido sobre o tal do orgasmo da próstata uma vez, mas na época me pareceu trabalhoso demais. Agora, porém, era diferente. Não é como se eu tivesse coisa melhor para fazer...
Dei uma pesquisada no Google para não ir às cegas, estendi uma toalha sobre a cama, lubrifiquei o fura bolo e comecei a expedição.
Não vou fazer um relato de tudo, porque não é o propósito desse post. Depois do ocorrido eu procurei umas ilustrações anatômicas na Internet e aparentemente eu "errei" a próstata, porque na hora que coloquei o dedo eu o dobrei como se estivesse fazendo um gesto de "vem aqui" e, pela posição da minha mão, isso me levaria para o reto. Acho que por engano eu li instruções para quem iria fazer isso em outra pessoa, e não para quem iria fazer em si mesmo.
Enfim, agora fica meio NSFL porque eu não sei de uma forma menos desagradável de descrever isso, então vou usar tags de spoiler:
Enquanto mexia o dedo, eu senti uma saliência meio rugosa, com uma "textura" de verruga ou (é aqui que fica mais nojento) de carne moída cozida. Na hora eu já entrei em pânico, e na minha cabeça era uma parada gigante. Depois eu fui perceber que como eu consegui sentir toda a saliência de uma vez com a ponta do meu indicador, não deveria ser muito grande. De todo modo, era bem óbvio que aquilo não deveria estar ali. Eu dei uma mexida para ver se saía, mas não saiu.
Assustado com minha descoberta, recuei e fui buscar mais informações na Internet. Como já era de se esperar, a resposta da interwebz é que eu tenho câncer ou algo que pode virar câncer (pólipo), o que é uma merda, já que eu queria muito encontrar algo do tipo: "Isso é algo que todo mundo tem no cú e você não precisa visitar um médico para ver se não tem câncer só por causa disso".
O problema é que eu nem sei qual especialista procurar (acho que seria gastro, mas não tenho certeza) e, principalmente, como explicar a situação. Embora eu seja um cara bem liberal, a masculinidade tóxica que me contamina desde a infância me deixa super desconfortável com a ideia de chegar para um(a) médico(a) e dizer:
Doutor(a), tava com o dedo no cú na semana passada e achei um negócio estranho. Tem como o(a) senhor(a) dar uma olhada para ver se não é câncer?
Enfim, só queria desabafar mesmo. Eu tô extremamente preocupado com isso e acho que compartilhar anonimamente vai aliviar um pouco.
Não vou convocar os médicos do brasil porque me parece bem claro que preciso me consultar pessoalmente com um médico, mas se alguém puder pelo menos me dizer qual tipo de especialista devo procurar, já ficarei grato.
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O que o stress pode causar nos cavalos

Antes de sua domesticação, os equinos possuíam um meio de vida ao qual eram perfeitamente adaptados. Eles gozavam de liberdade e grandes territórios, tinham acesso a extensas pastagens, e um modo de interação social particular com a formação da hierarquia.
O homem mudou totalmente o modo de vida desses animais, trazendo por consequência, algumas reações comportamentais às vezes irreversíveis.
Esses comportamentos anormais são denominados estereotipias, são movimentos invariáveis e repetitivos, sem função, considerados potenciais indicadores de desordem fisiológicas com consequência do bem estar do equino.
Fica claro que os comportamentos repetitivos como andar na cocheira, trocar o peso de um membro para o outro, engolir ar (aerofagia), morder o cocho (aerofagia com apoio), balançar a cabeça, etc. São exemplos de movimentos repetitivos com pequena variação de forma.
Roer madeira:
Tédio, deficiência de minerais, pouco verde, utilização do volumoso peletizado como único tipo de volumoso e stress, são causas comuns desse distúrbio, contudo, alguns cavalos gostam de roer madeira, no sentido de satisfazer suas necessidades alimentares.
Aerofagia:
Cerca de 5% dos equinos apresentam este problema, variando de acordo com a raça e manejo. Este problema não é encontrado em animais tratados somente a campo ou selvagens, assim verificando que morder o cocho é exclusivo de animais confinados. É um comportamento onde o animal move os lábios (podendo mover os lábios ou morder um objeto), flexiona e arqueia o pescoço puxando o ar, engolindo e grunhindo ao mesmo tempo.
Alguns cavalos mordem superfícies outros se apoiam a objetos na horizontal.
Coprofagia:
(Ato de comer fezes) também um vício encontrado nos equinos estabulados. Os potros de duas a cinco semanas de idade podem apresentar este comportamento devido ao desenvolvimento do processo de seleção alimentar, para estabelecimento de sua flora bacteriana e suplementação de vitaminas do complexo B. Porém, esta atitude é preocupante quando ocorre em animais adultos, pois pode causar infestações parasitárias, transmissão de doenças e cólicas. Dietas deficientes em proteínas (com menos de 10%) e com pouca quantidade de alimentos volumosos podem também causar a coprofagia. O feno fornecido aos potros a partir do segundo mês de vida, ou no início da estabulação, quando iniciam a ingestão do mesmo, deve ser de boa qualidade e em quantidade adequada, pois, caso contrário, os animais podem ingerir material da cama da baia, adquirindo o vício da coprofagia. O fornecimento de boa qualidade e correta quantidade de alimentos, principalmente de volumosos não peletizados, divididos em varias porções diárias, pode evitar ou eliminar esta alteração de comportamento, pois os animais passarão a maior parte do tempo se alimentando.
Sacudir cabeça:
É um comportamento natural para defender-se contra insetos irritantes. Entretanto, pode se tornar um vício quando manifestado durante a colocação de cabresto ou cabeçada, ou surge repetidamente durante um trabalho. O sacudir vertical da cabeça é um movimento geralmente executado enquanto sozinho na cocheira, num estado de sonolência. Ambos os problemas podem ser causados por afecções de ouvido ou da área nasal
Bater o pé:
ou arranhar repetido com os anteriores leva a desgaste desigual das ferraduras ou dos cascos, bem como o desnivelamento do piso da cocheira. Este hábito se manifesta em: animais confinados, durante a antecipação da alimentação dou de outra atividade, durante viagens em reboque ou caminhão. Casos extremos podem ser prevenidos pela colocação de maneias, o que, no entanto é um recurso que deve ser empregado por pessoas experientes, para evitar acidentes.
Agressividade:
Um dos problemas de comportamento mais freqüente nos eqüinos. Sua grande importância se deve aos riscos de causar danos ao homem e a outros animais. As agressões ao homem podem ser resultado do medo ou da resistência, demonstrada através do sentimento de dominância sobre as pessoas. O cavalo estabulado, não tendo oportunidade de fugir, quando sente algum medo, age como agiria o cavalo selvagem em grandes áreas, isso é, para sua autodefesa, torna-se agressor. Os eqüinos podem sofrer também de claustrofobia natural, pois, como são uma espécie que tem o meio ambiente natural composto por grandes áreas, quando presos em baías podem se tornar agressivos ao sentirem pânico.
Alguns animais são agressivos somente em certas situações, como quando estão comendo, durante o estro (cio), no manuseio da cabeça ou membros, na baia ou quando são capturados no pasto. A agressão pode ocorrer com pessoas ou com animais, porém a agressividade entre eqüinos é normalmente resultado da disputa de dominância, que determina qual animal será o primeiro a ter acesso ao alimento ou qual irá guiar o rebanho. Para que seja possível o controle da agressividade faz-se necessário que seja diagnosticada a causa do comportamento e o tipo de agressão.
A punição às vezes pode ser utilizada nos primeiros momentos após atitude incorreta. Porém, não se deve exceder, pois se mal aplicada, leva ao aumento da agressividade. Por outro lado, as recompensas são de muita eficácia, principalmente em casos mais leves de agressão, ou quando alternadas com uma leve punição. A melhor recompensa para o equino é o alimento. Para animais mais agressivos, um tratamento mais drástico pode ser aplicado, colocando-os em baías escuras, sem alimento. O animal passa a receber luz e alimento das mãos de uma única pessoa, aumentando a oferta de luz e alimento na medida em que for se acalmando. A presença de outro eqüino durante o tratamento pode ajudar.
Em todas as suas formas, a estereotipia, na maioria das vezes é resultado do confinamento excessivo, pois o cavalo por sua natureza é livre e precisa de ao menos um pouco de liberdade diária para se cavalo de verdade, o mais indicado para animais de total confinamento é que seja solto em um piquete para que sua natureza se manifeste.

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/o-que-o-stress-pode-causar-nos-cavalos/
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Recomendação de maquininha de cortar cabelo sem fio e à prova d'água por no máximo uns R$ 200

Minha maquininha atual (Philips Multigroom QG3340) já tá começando a dar dor de cabeça e tô querendo comprar outra.
Tô pensando em alguma específica de cortar cabelo, e não essas 1000 em 1, porque um problema que apareceu com pouco tempo de uso com aquele multigroom foi a cabeça ficar frouxa e com isso vibrar e fazer um barulho do caramba durante o uso. Imagino que o problema seja o fato de a cabeça ser substituível porque tenho uma maquininha de cortar cabelo super básica da Britânia há 12 anos e ela não apresenta esse problema (já esse multigroom da Philips com alguns meses de uso já começou o problema, que contorno firmando a cabeça no corpo com um durex).
Outra coisa é que seria interessante e maquininha ter um indicador do nível de bateria ou, no mínimo, usar baterias de íons de lítio. Isso porque a minha atual usa aquelas baterias antigas que podem ficar com efeito memória se não esperar ela zerar antes de carregar, e isso aliado à falta de um indicador de bateria resulta em, durante o corte, a maquininha ficar sem bateria e eu ter que esperar meio dia pra poder terminar de cortar.
Também acho super prático poder usar ela no chuveiro, então quero uma à prova d'água (e por consequência tem que ser sem fio).
Com relação ao orçamento, tô pensando em no máximo uns 200 Reais.
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Recomendação de maquininha de cortar cabelo sem fio e à prova d'água por no máximo uns R$ 200

Minha maquininha atual (Philips Multigroom QG3340) já tá começando a dar dor de cabeça e tô querendo comprar outra.
Tô pensando em alguma específica de cortar cabelo, e não essas 1000 em 1, porque um problema que apareceu com pouco tempo de uso com aquele multigroom foi a cabeça ficar frouxa e com isso vibrar e fazer um barulho do caramba durante o uso. Imagino que o problema seja o fato de a cabeça ser substituível porque tenho uma maquininha de cortar cabelo super básica da Britânia há 12 anos e ela não apresenta esse problema (já esse multigroom da Philips com alguns meses de uso já começou o problema, que contorno firmando a cabeça no corpo com um durex).
Outra coisa é que seria interessante e maquininha ter um indicador do nível de bateria ou, no mínimo, usar baterias de íons de lítio. Isso porque a minha atual usa aquelas baterias antigas que podem ficar com efeito memória se não esperar ela zerar antes de carregar, e isso aliado à falta de um indicador de bateria resulta em, durante o corte, a maquininha ficar sem bateria e eu ter que esperar meio dia pra poder terminar de cortar.
Também acho super prático poder usar ela no chuveiro, então quero uma à prova d'água (e por consequência tem que ser sem fio).
Com relação ao orçamento, tô pensando em no máximo uns 200 Reais.
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Colocando o Jelq à prova.

Todo mundo que pesquisou sobre aumento do pênis já se deparou com o Jelq em algum momento (Provavelmente você está aqui justamente por estar procurando sobre esse assunto), o problema é que todas as pessoas que falam bem e mal sobre esse exercício parecem totalmente fakes e inconfiáveis e por isso eu decidi testar o exercício por mim mesmo e mostrar os resultados aqui para provar se de fato funciona ou se isso é um mito da internet, mas para isso aqui vão algumas regras primeiro:
  1. Primeira regra e a mais importante é que estou começando esse exercício por minha conta e risco! Não sou médico e não sei se podem ter resultados diferentes para cada tipo de corpo (Irei apresentar os meus números mais abaixo), irei apresentar os exercícios que farei conforme o tempo passa mas não me responsabilizo por qualquer pessoa que queira seguir a mesma rotina;
  2. Demonstrarei os exercícios, resultados e agendas durante o período;
  3. Não irei me masturbar durante o período que estarei realizando os exercícios. Em todos os lugares que li sobre o Jelq diziam que a masturbação não afeta o desempenho do exercício, porém como estarei forçando o meu pênis por um tempo não quero estressa-lo ainda mais, mas não deixarei de ter relações sexuais;
  4. Em conjunto ao Jelq, também farei o Kegel (Recomendo pesquisar se não conhece esse segundo exercício);
  5. Irei tirar fotos para acompanhar o avanço dos exercícios, porém não as publicarei aqui. Caso eu tenha reais avanços e alguém se interesse me peça que envio individualmente.
Estabelecidas as regras, vamos definir as minhas medidas e metas:
MEDIDAS:
Altura: 1,75m Peso: 75kg Idade: 28
Pênis: Flácido: 10x11 Ereto: 17x14
METAS:
· Ganhos em cm:
O Jelq promete um ganho entre 5cm a 8cm no tamanho do pênis (Foi uma média que tirei entre todos os lugares que pesquisei), vou ser conservador e definir uma meta de ganho de 3cm.
· Período dos exercícios:
Irei realizar o Jelq em dias alternados e o Kegel diariamente a partir de hoje (01/06/2020) inicialmente pelo período de 3 meses. Após esse período eu analisarei os resultados e decidirei se continuo ou não.
Eu não estou considerando ganhar os 3cm pretendidos durante esses 3 meses, mas se eu observar que não obtenho nenhuma mudança não prosseguirei com os exercícios.
EXERCÍCIOS:
Antes e depois de realizar o Jelq é recomendado que faça uma compressa com água quente para que o sangue circule pelo seu pênis. Em todos os lugares que li sobre o exercício era dito que essa etapa é extremamente necessária, logo a estou deixando como obrigatória aqui também.
Adicionalmente, segundo os locais que pesquisei o Jelq precisa ser feito com o pênis semi-ereto (Cerca de 75% de uma ereção total).
· Jelq:
  1. Segure a base do seu pênis de forma a fechar a mão envolvendo-o entre o seu dedo indicador e polegar (Sua mão deve se posicionar em formato de “ok”, com o pênis entre os seus dedos), realize uma preensão desta parte com os dedos de forma que o sangue solto no eixo de seu pênis fique retido;
  2. Com movimentos bem lentos, deslize as suas mãos por todo o comprimento peniano, empurrando o sangue para outras partes do mesmo. Faça este exercício com calma e bem lentamente;
  3. Vá deslizando as mãos da base do pênis em direção a cabeça, quando a sua mão chegar próxima a cabeça do pênis, utilize a outra mão para cercar esta região e solte a mão que estava realizando o movimento;
  4. Repita estes movimentos 300 vezes levando cerca de 2 ou 3 segundos para cada movimento (Serão cerca de 15 minutos de exercício), alterne a utilização das mãos para que as mesmas não fiquem cansadas.
· Kegel:
A principal dificuldade dos Exercícios de Kegel consiste em localizar quais são os músculos que devemos contrair, que é a forma de trabalhar com eles. Estas duas dicas podem ajudar você nesta tarefa:
  1. São os que usamos para reter o fluxo de líquido enquanto urinamos.
  2. Ao contrai-los, a ponta do pênis se eleva levemente.
No começo será difícil contrair apenas os músculos do assoalho pélvico e tenderá a mover, também, os do abdômen e nádegas. Se isto acontecer, relaxe e comece de novo. Com a prática conseguirá fazer isso de forma natural.
Quando já tiver localizado os músculos, já pode começar com os Exercícios de Kegel. Comece contraindo durante 5 segundos, para relaxar depois durante a mesma quantidade de tempo. Repita 10 vezes seguidas e, depois de um descanso de 2 minutos, comece novamente.
Pode fazer esta sequência 3 vezes todos os dias. Não levará muito tempo, simplesmente deve estar concentrado.
Farei o Kegel sentado ou deitado.
Por volta dos dias 13 ou 15 de junho apresentarei os primeiros resultados que obtive com esse treinamento.
Até lá.
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Encontro no café

ACTO I
CENA I
Aos poucos, a luz vai-se tornando menos difusa. Consegue divisar-se o interior de uma taberna um tanto bafienta. A maioria das paredes e do mobiliário é de madeira escura, com rebiques metálicos detalhados nas esquinas. Ao fundo, um balcão, com tampo de latão baço, qual ringue de patinagem para moscas. Ao centro há uma mesa com duas cadeiras, numa das quais um homem encapuçado, trajando uma casaca negra, espera. Estatura meã, escanzelado, só com a metade inferior do rosto a descoberto. Nota-se que se impacienta. Relanceia para o relógio de parede, cujo tiquetaquear interminável lhe mói o juízo, bufando de exaspero pelos cantos da boca. Remexe-se, inquieto, no seu assento. Quer repoltrear-se, mas as cadeiras velhas vacilam e rincham, sempre que faz algum movimento mais brusco. O que o desencoraja de passar de uma postura de à-vontade para uma de “à-vontadinha”.
Eis senão que se ouve o abrir da porta. Entra uma velhinha, que se dirige com uma passada resoluta, mas pausada, até à mesa. O Encapuçado acompanha-a com o olhar, até que chega à mesa e se senta ao seu lado.
E(ncapuçado) - abeirando-se da Velhinha segreda-lhe - « Sabes quanto tempo me puseste à espera? Pensei que me ia dar o badagaio.
V(elhinha) - Serenamente, sem sequer o encarar- «Mais vale tarde que nunca, não?» -e, depois, como quem não quer a coisa, arrosta-o, uma bonomia de olhos sorridentes estampada na cara.
E - alvoroçando a surdina- «Ah pois, claro!- sopra sarcasmo entredentes- «E o tosco aqui de plantão»- gesticula para si - «que se dane, não é?»- recacha e revira os olhos com teatralidade.
Aproxima-se ainda mais da mulher, desviando o olhar- «Sabes sequer o que está o que está em jogo? Imaginas sequer o que me espera se me apanham?»
V -Procurando apanhar o olhar do Encapuçado- «Se estivesses assim tão importado com o tempo, não estavas agora a fazer esta birra» -* os olhos sorriem-lhe inexpressivamente* . «Já podíamos ter isto despachado…» - reponta, enquanto rebusca o cigarrito do costume no fundo da carteira . «Aliás, sabes bem que estás a salvo aqui» - afiança, enquanto abeiça o cigarro e chispa o isqueiro .
Depois de puxar uma passa, para desafogar a tensão, torna a tranquilizar - «Ninguém há-de dar contigo. Este sítio está às moscas, nem o servente está ao balcão» - esguelha para lá com os olhos, antes de voltar a fitar o Encapuçado - «está na dispensa a passar pelas brasas, como de costume...»
E - Detém o olhar da Velha por uns instantes, a ruminar nos próprios dentes, de nervosismo. Acaba por engolir a impaciência. Recompõe-se. - «Deste-lho?»
V « Sim.»
E «E então?» - faz um gesto circular com o indicador
V: «Espantou-se um bocado, mas aceitou. Afinal, quem é que diz "não" a dinheiro à borla, não é?» - solta uma baforada velhaca e satisfeita - «Ainda para mais, às mãos de uma inocente velhinha…» - pestanejou, afectando uma caricatura de inocência seráfica, sorrindo-se.
E « Se adivinhasse sequer quem és na verdade…»
V - Atalhando o devaneio do encapuçado - « Mas não sabe… E isso dá-nos uma vantagem crucial. Já aceitou a primeira parte do trato. Se gastar o dinheiro, fica a dever-me um favor» - com malícia a transbordar-lhe por entre os beiços jucundos.
E «És aterradora» - murmura por entre um esgar risonho - «E assim que o fizer…»- faz um muxoxo - «entro eu…» - remata, arregalando os olhos e alçando o sobrolho, com entusiasmo destravado.
V «Nem mais. Já sabes como vais fazer?»
E «Ainda estou a congeminar a coisa... - retruca. Um polegar enlevado, aflora-lhe o arco-de-cupido dos lábios - «Mas, também…» - sacode a ideia com a mão, como que repente tornando com os pés à terra - «É só um adolescente, não há-de ter grandes coisas metidas na cabeça, além de videojogos, mamas e bater gaiolas...»
V « Tem de ser um desejo bastante forte. Se pudesse, fazia-o eu, mas… - trejeita com contrafeita resignação- já sabes como é, não posso ser eu a tentá-los…»
E « Não te preocupes. Quem melhor para fazer os homens cair em tentação que eu?»
A Velhota compraz-se com as palavras do Encapuçado e esborracha o cigarro contra o cinzeiro. Levanta-se, lesta e airosamente, e afasta-se da mesa para sair. As luzes apagam-se lentamente.
FIM DE CENA
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Ninguém Precisa Saber | Capítulo 2

II. MUITA COISA MUDOU
A luz da lua banhava, junto das milhares de estrelas que a acompanhavam numa imensidão negra, a copa das árvores da Floresta de Mouneet. Deslizando morro abaixo, por entre árvores e arbustos, uma vasta clareira expandia-se ao centro do local. Diana observava o céu — aquele grande poço de tinta escura, manchado apenas por pintas pontilhadas, com o tom de branco tão puro quanto as asas de um anjo. Algumas nuvens cinzentas voavam acima de sua cabeça, acompanhadas de corujas e corvos que encontravam seu caminho de volta para casa. Era a hora dos predadores atacarem. E, mesmo assim, parecia mais bela do que nunca. A garota tornou a folhear a caderneta que segurava em suas mãos. Apoiava suas costas em uma das pedras que espalhavam-se pela clareira, com tamanhos que variavam com constância. Não era confortável, afinal; mas era o que a natureza a disponibilizara no momento. Estava lá, sozinha, sem rumo, sem caminho. Sem qualquer guia, apenas as estrelas que indicavam o caminho ao distante norte. Ajeitou seus olhos com o dedo indicador, os deslizando por seu nariz até que estivesse na posição adequada, cobrindo suas sobrancelhas ruivas como o seu cabelo, vermelho como ferrugem ou como a chama ardente da pequena lareira que crepitava a sua frente. Esticou as pernas por debaixo do cobertor que carregara de sua barraca até o local, para que ficasse mais próxima de sua única fonte de luz e para que pudesse ler suas anotações antigas. Reluzindo a capa de couro negra, as indicações “este diário pertence a Diana Evolwood”, em auto-relevo. Ela inclinava sua cabeça levemente para frente para que pudesse ler o título de cada dia que passara em sua vida, onde registrara tudo que havia acontecido. Às vezes, gostava de relembrar o tempo quando ainda tinha alguma companhia além de Khan, seu fiel gato, que no momento descansava dentro da barraca. Passava os olhos sobre o título de cada dia do diário. “O dia em que fomos acampar”, “o dia em que fomos ao parque de diversões” eram algumas das diversas memórias que vinham a sua cabeça, vívidas como se houvessem acontecido no dia anterior, apesar dos diversos meses que haviam passado desde que tudo aconteceu. Continuava folheando até que deparou-se com uma página em branco, apenas com um largo título no topo da página amarelada. “O dia em que tudo acabou” diziam as letras marcadas por uma tinta preta que manchou levemente o papel. Rapidamente, tornou-se insegura, como se tivesse sido emergida em pura tensão e horror repentinas, seguidos de alguns soluços breves. Por algum motivo, mesmo relembrando todos os dias daquela vazia página, não esperava a encontrar folheando aleatoriamente a caderneta em busca de algumas memórias agradáveis que a fizesse se sentir um pouco mais segura. O coração da jovem acelerou, e ainda mais lembranças vieram à tona. Dessa vez, não era aquele mesmo bom sentimento de nostalgia ou conforto. Era dor. Dor, angústia e desespero. Seus olhos arregalaram-se e, por mais que tentasse lutar contra aqueles pensamentos, não pôde evitar que algumas lágrimas se acumulassem por detrás de seus óculos. Diana encolheu-se, deixando a caderneta cair no chão, levantando uma poeira momentânea e provocando um curto ruído — o suficiente para despertar Khan, que levantou sua cabeça dentro da barraca. Ao menos, era o que sua silhueta através do tecido da tenda mostrava. Lembrou-se do conselho que recebera há algum tempo. “Deve lutar contra seus traumas, mesmo que pensar neles já seja doloroso.” Inspirando um pouco de ar pelo nariz e fungando, recolheu as lágrimas e ergueu novamente seu corpo contra a pedra. Este era o motivo pelo qual estava lá. Não poderia deixar que tudo fosse em vão. Olhou para o céu novamente, que não havia mudado nem por um instante. Qual era o propósito daquilo tudo? Uma garota de sua idade deveria estar na escola, como qualquer outra adolescente. A escuridão costumava a assustar, mas, após conviver com ela por tanto tempo, passou a se sentir segura emergida em um poço sem fundo, onde nada podia ver além de um abismo de incerteza. Este era seu futuro. “Um abismo de incerteza”. Recuperando seu fôlego, pegou seu diário e limpou sua capa de couro com a outra mão. Agora, era sua mão que estava coberta de poeira. Deixando apenas uma única lágrima cair sobre a folha, leu em voz alta um anexo preso à página — uma passagem de jornal, que exibia a imagem de um garoto que se parecia muito com a própria Diana. — “O desaparecimento de Max Evolwood”. Sua voz estava ainda mais rouca do que antes, e suas pálpebras quase caíram sobre os olhos do peso de várias noites mal dormidas que carregavam. Fitou a clareira onde se encontrava. Assegurou-se de que estavam completamente sozinhos. Catou o primeiro graveto que viu a sua frente e jogou sobre o fogo, fazendo com que resquícios de brasas passadas voassem ao alto por um instante e, em pouco tempo, irrompeu-se em chamas, bem como as demais lenhas. Ajoelhou-se na terra, guiando seu corpo pelos seus braços, que encontraram o zíper que fechava a entrada da barraca. Abriu-o, deixando a claridade da lareira invadir o local, que estava bem mais quente do que o lado de fora. Khan estava lá, encolhido, mas ela mal prestou atenção em seu amigo. Carregando seu cobertor que arrastava-se completamente pelo chão, acumulando certa quantidade de poeira e sujeira — fato com o qual ela não parecia se importar — em sua ponta. Levava a caderneta abaixo de seu braço, coberto por inteiro por uma blusa de manga comprida com um delicado tom de escarlate, roupa que já usava há dias desde que havia deixado Lyrion. O teto da barraca era baixo, fazendo com que ela não pudesse se estabelecer de forma tão confortável mas, definitivamente, era bem melhor do que dormir lá fora. O tecido da tenda era esverdeado, camuflando-se entre as cores da floresta. Quando deitava no chão, podia sentir a grama e as pedras espetando seu corpo, logo abaixo daquela fajuta camada de pano. Mas, mesmo assim, o sono da garota era tanto que ela simplesmente repousou a cabeça sobre um amontoado de roupas velhas — que improvisaram como sendo um travesseiro — e fechou seus olhos, mergulhando em um sono profundo.
As luzes da sirene policial brilhavam sobre a parede branca da sua sala, irrompendo pela larga janela de sua casa com força. Diana havia acabado de acordar — o poderoso som provocado pela viatura parecia não ter perturbado somente à ela, mas a todo o bairro, que se reuniu na frente de sua cara para saber o que houve. Mas, a primeira coisa que notou quando abriu seus olhos foi a cama de Max, seu irmão, estava completamente vazia — os lençóis bagunçados, bem como os travesseiros brancos. A partir daí, já tinha um mal pressentimento sobre o que veria a seguir. Seguiu com os pés descalços até o corredor, provocando um irritante ruído quando abriu a porta. Ainda não estava completamente dispersa, esfregando os olhos com o punho fechado e bocejando. Passou por duas portas — o banheiro e o quarto de seus pais. Caminhou em direção à sala. À medida que se aproximava, começou a escutar algumas palavras soltas, interrompidas por soluços vindos de outra pessoa — sua mãe. — Nós daremos o máximo para encontrarmos Max, mas não garantimos nada — comentou um homem desconhecido, vestido com trajes policiais. Se deparou com dois homens que nunca havia visto na vida sentados nas poltronas da sala de estar, enquanto seus pais estavam sentados no divã. Rachel cobria seu rosto, com os cotovelos apoiados sobre as coxas, deixando escorrer lágrimas por seu antebraço. Ed a consolava, passando a mão por seu pescoço, mas também aparentava estar extremamente preocupado. — Acho melhor darmos um tempo para vocês conversarem. Continuaremos com as perguntas depois — finalizou, suspirando ao perceber a presença de Diana que, apesar de não saber exatamente o que acontecia, tinha suas suspeitas. Rachel levantou o rosto. Seu rosto estava inchado e vermelho, com lágrimas queimando em sua face. Estava claramente fraca, os olhos profundos de uma noite mal dormida. Parecia estar prestes a desmaiar a qualquer instante. Diana nunca havia visto sua mãe desta forma. Ela ainda utilizava seu pijama, molhado por pequenos pontos mais escuros que destacavam-se sobre sua blusa branca. Estava trêmula. Ed parecia tentar disfarçar seu choro, piscando frequentemente para livrar-se de suas lágrimas. Diana nunca entendeu, já que a sua vida inteira foi ensinada que você sempre deve demonstrar seus sentimentos, e que guardar tudo para você te faz mal. De uma forma ou de outra, também estava claro o quão preocupado estava. — Ah, minha filha... Mal conseguiu completar sua frase. O piso da sala, gelado, cobria o corpo da garota como um balde de água fria derramado sobre seus cabelos castanhos. Em pouco tempo, já soube o que havia acontecido. Sentiu como se seu coração parasse e saltasse pela sua boca, talvez em busca de um lugar distante onde não precisasse encarar o que estava por vir. E aquelas mesmas palavras ressoaram à sua cabeça, como um eco distante vindo do fundo dos seus pensamentos, claras como um trauma que carregava, e obscuras como o medo e a desconfiança que sentiu naquele mesmo instante, quando viu a boca de sua mãe repetir lentamente, tremendo os lábios: — Max está desaparecido. Em seguida, desabou-se sobre os braços do marido, que a reconfortou. Rachel, depois de gritar sem êxito por ter sua voz abafada por suas próprias mãos, levantou seu rosto contra a garota novamente. Porém, não era tristeza que expressava. Era raiva. Suas sobrancelhas franzidas e seus dentes cerravam denunciavam suas emoções. — Como pôde deixar que isso acontecesse, Diana? Max era seu irmão. Como não pôde o proteger? — disse ela, a ponto de berrar a qualquer instante. Seu rosto estava vermelho como um tomate. — Diana, como é imprestável. Seu próprio irmão... como pôde deixar que isso acontecesse? Você é a culpada aqui. Você falhou. — completou seu pai, que também a encarava subitamente, com os olhos sedentos. — M-Mas, eu... — ela estava confusa. O que estava acontecendo? Como poderia ser sua culpa? Sua mente carregou-se com um turbilhão de emoções em instantes. Ela havia... falhado? — Sem “mas”, garotinha. Você já tem idade o suficiente para ter consciência sobre seus atos. Você foi inútil. Não conseguiu fazer nada para salvá-lo. Max confiava em você, e agora? Está provavelmente morto. Você sabe que está errada, não ouse negar sua culpa. — se intrometeu o policial, tendo uma estranha energia, como se ele já a conhecesse. Levou a mão direita ao olho direito. Uma lágrima escorria pela sua face. Elevou sua mão esquerda ao olho esquerdo. Uma gota de sangue escarlate vazava de sua bochecha. Era como se uma entidade mexesse com a cabeça de todos ao mesmo tempo. Levantaram-se e foram-se em sua direção, esbanjando a mesma cara séria e de olhos arregalados, como num filme de terror. Se aproximavam lentamente, repetindo críticas ao comportamento de Diana em um tom aterrorizante, como se fossem a atacar. A cada passo que davam em sua direção, a encurralando contra a parede, o ritmo de seu coração também aumentava. Seus olhos demoravam a abrir novamente quando piscava. Não havia caminho. De repente, sentiu algo como um arranhão em sua face, seguido por um forte miado em seu ouvido. Piscou, mas não acordara dentro da sala de sua casa. Ainda estava dentro da barraca, e Khan cutucava seu rosto para que acordasse. Ela resmungou algo sobre ainda estar dormindo, mas ainda assim levantou-se.
Muita coisa havia mudado desde que saíram de Lyrion após a declaração da situação de extremo risco que sofria. Os feixes da luz do sol atravessavam o tecido da barraca. Sentiu o calor irradiar seu rosto em instantes. Seus olhos arderam com a brusca diferença de luminosidade. Catou sua caderneta antes de sair e começou a rabiscar o papel, formando alguns garranchos que, se apertasse bem os olhos, seriam legíveis. Sentiu o cheiro da tinta fresca da caneta quando começou a escrever. “Olá. Faz um tempo desde que não nos falamos, não é? Eu sei que eu meio que te abandonei, mas é que as coisas estiveram me ocupando bastante desde que a gente veio pra cá. Vou tentar te atualizar de tudo que rolou desde então. Depois daquela tarde em que nós colocamos o rádio para funcionar pela primeira vez, nós começamos a arrumar umas malas (aparentemente, não coloquei roupas o suficiente, já que to usando a mesma roupa há alguns dias). No dia seguinte, nós fomos em uma loja no centro da cidade que costumava vender equipamentos para acampar. Espero que me perdoe, mãe, mas nós meio que levamos algumas coisas sem pagar. Era uma situação de vida ou morte, tá legal? Um azar que eu não peguei uma daquelas barracas super chiques com espaço para oito pessoas. A essa altura, a que pegamos já tá toda rasgada. Triste. Nós decidimos vir para a Floresta de Mouneet, onde a gente costumava vir para passar alguns finais de semana. Era legal. Estamos estabelecidos nessa clareira há alguns dias. O alimento ainda tá meio longe de acabar, mas nós já estamos providenciando mais. Lembro de algumas frutinhas comestíveis que nós provávamos quando vínhamos acampar. Bons momentos.” A partir daí, sua caneta começou a falhar. Pegou a caderneta e a arremessou de volta para dentro da barraca. Estava mal-humorada. Calçou suas botas jogadas ao canto. Seu couro estava quase mofado e seu interior estava úmido — mas era melhor do que nada. Estava partindo em direção a um lago próximo da clareira, onde poderiam fazer sua higiene pessoal. Não negava que era uma situação completamente diferente de qualquer outra que já esteve. Era garota criada em apartamento, vida perfeita, família feliz. Mas estava disposta a fazer qualquer coisa se seu irmão dependesse de si. E era nessa situação em se encontrava. Então, enquanto não encontrasse seu irmão... Continuaria escovando seus dentes com a água do lago. Khan a seguiu, adentrando o mato. Suas patas estavam cobertas por uma mistura de lama com folhas secas. Era nojento. Cada vez mais, se aproximavam da grande concentração de água. O ar que respiravam era diferente do da cidade — era puro, leve, como se fosse libertador. Além das árvores, já podia ver o grande espelho d’água refletindo a margem do lago. Um milagre da natureza, de beleza indescritível. Uma família de patos cambaleavam até a borda, preparando-se para molharem suas penas. A mãe ia na frente, enquanto os sete pequenininhos oscilavam seus passos em uma fila. Era de longe a coisa mais bonita que já havia presenciado. Estampava essa emoção com sua boca aberta, mas ainda mostrando os dentes, sorrindo. Porém, algo lhe chamou a atenção. Algo se mexia por detrás dos arbustos, da onde saíam guinchos e choros. O barulho a causou comoção, que procurou saber da onde vinha. — Khan! Tá ouvindo isso? — ela deu um breve silêncio para que pudesse ouvir melhor. O som do vento chacoalhando os galhos das árvores a trouxe paz. O choro se repetiu. — Vamos! O gato pulou em meio ao amontoado de plantas e raízes, abrindo um rombo entre as folhas com suas garras. Diana impressionou-se com sua capacidade. Em meio às folhas caídas, surgiu o oitavo patinho perdido, que continuou a chorar. Algumas gotas de chuva começaram a cair contra o chão, levantando a lama que repousava, endurecida, sob seus pés. Seu coração se amoleceu ao ver que tinha sua pata presa à uma das raízes da planta, que parecia o machucar com força a cada movimento que fazia. Ele a encarava como se implorasse por socorro, mas ainda assustado com a presença dos dois. As gotas de água começaram a se tornar cada vez mais frequentes. — Ah, coitadinho... — ela acariciou sua cabeça com o dedo indicador, sentindo as penas amarelas como a gema do ovo em suas mãos. Seu bico achatado e rosado abria uma hora ou outra para continuar guinchando de dor. — calma, calma. Khan, você não pode cortar a raiz com sua garra. Vai acabar machucando ele. Vem, fica aqui bem atrás de mim. Eu tenho algo melhor para ajudá-lo. Do seu bolso de trás, catou a caneta que esquecera de jogar de volta à barraca quando começou a falhar. Com cuidado, a encravou entre a raiz e a patinha do animal, e começou a puxá-la para trás, lentamente rompendo as fibras. Finalmente, a raiz se partiu no meio, lançando uma seiva amarelada para toda a parte e quebrando o acrílico da caneta. Agora sim precisaria de uma nova. Sua camisa estava completamente ensopada e pesada, enquanto os pelos de Khan estavam caídos com a água. Ela catou o filhote em seus braços, o confortando e envolvendo seu machucado com uma parte de sua blusa para estancar um pequeno sangramento que se surgiu. Tomando cuidado com seus passos, o carregou até perto da sua mãe, que parecia mesmo procurar por algo enquanto os filhotes de refrescavam na água. Ela grasnou e chorou, até que Diana adentrou a clareira que cercava o lago, com Khan colado à sua perna. Um forte vento acompanhou as gotas de chuva, que começaram a atingi-los quase que na horizontal. Pelo amontoado de árvores e arbustos, pode ver além da clareira sua barraca, que chacoalhava fortemente. O pequeno pato alegrou-se em ver sua mãe. Com seu pequeno conhecimento sobre a lógica animal, não se aproximou da mãe, pois poderia a encarar como uma ameaça; apenas o deixou ao chão e, derrapando por não conseguir utilizar uma de suas pernas, voltou para sua família. — Sabe, Khan... — ela finalmente desviou o olhar do grupo de animais, que continuavam a se banhar no lago, felizes — acho que eu gosto de ajudar as pessoas. Nesse pequeno tempo... eu não pensei em Max, ou em meus pais em momento algum. Eu costumava só me preocupar com isso. Eu até sonhei com eles. Mas, eu não me sinto preocupada, ao mesmo tempo que eu acho que deveria estar, e... O companheiro olhava diretamente em seus olhos. Ele, geralmente, não gostava de estar sujo, mas não parecia se incomodar nem um pouco naquele momento. — Acho que é isso. — O olhar de Khan demonstrava sua confusão, mas ao mesmo tempo uma leve curiosidade. — É isso que eu quero fazer. Ajudar as pessoas. Ele abriu um longo sorriso e ronronou. — Mas... é hora de voltar à realidade. Olhando em volta, ela podia ver um pedaço danificado da barraca, carregado e destruída pela chuva. Ela se aproximou e segurou o grande pedaço de lona rasgada e suja de lama, presa a um grande tronco de árvore, cortado pela metade. O tecido era azul, e se desfazia quando Diana esfregava seus dedos entre o pano. Agarrado a ele, sua caderneta, completamente ensopada e suja. Pelo menos, isso conseguiu ser salvo. — Acho que teremos de achar outro lugar para dormir... Ela continuava examinando os pedaços arrancados da barraca, enquanto o pequeno gato olhava à sua volta. Tentou livrar-se com sua pata de algumas folhas que grudaram-se ao seu corpo com a aderência da lama já seca, que permanecia endurecendo seu pelo, cinza como as nuvens que pairavam o céu, e que ainda descarregavam uma massiva quantidade de água. Caminhou ao redor, desviando de pequenas plantas que nasciam por entre a terra, constantemente recebendo umidade daquele clima extremamente chuvoso. Subiu em uma grande pedra, que se alongava até as proximidades do lago. Já em sua ponta dura e afiada, Khan avistou, do outro lado do grande espelho d’água, uma pequena casa de madeira, iluminada pelo sol que ainda escalava dificilmente o céu, erguendo seu brilho em direção ao meio-dia. Parecia um lugar caloroso na percepção limitada do gato. Diana, acompanhando o amigo com o olhar, enxergou também a casa, onde poderiam pedir abrigo. Ela se sentou. Suas pernas ainda estavam cansadas e em constante dor. Seu coração permanecia acelerado. A menina observou o chão, onde algumas flores pareciam sofrer as reações do fim do outono e a chegada do inverno. Era uma rosa — um pouco desbotada, mas era como um símbolo de resistência. Ela arrancou a flor da terra, tomando cuidado para não se furar com os espinhos — ela deslizou para fora da lama lubrificada sem insistência. Ergueu suas pétalas. Seu rosto ficou lívido quando percebeu um pequeno detalhe, que a fez largar a rosa no chão — ela rapidamente se desfez em poeira. O caule estava cinzento. — Khan... — ela se afastou o mais rápido que pôde da flor que, no momento que tocou o chão, fez com que a pouca grama à sua volta também se tornasse cinzenta e podre. O forte cheiro de estrume também incomodou o olfato de Diana. — precisamos ir... rápido! O felino saltou do topo da grande pedra até o chão, caindo de pé. Parecia confuso, mas não hesitava em seguir sua fiel companheira. Deixou todos os seus pertences para trás, conseguindo levar consigo apenas sua caderneta, em que registrava cada dia que passava. Suas pegadas foram deixadas pela última vez naquela lama, que nunca mais seria tocada por uma alma viva. Estava trêmula, assustada. Em um segundo, todos os seus sentimentos de preocupação e ansiedade voltaram ao seu corpo, um por um. A assassina havia os alcançado.
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Jogos sociais de adivinhas

Estou aqui a reciclar o título de um post já muito antigo.
Com o mesmo objetivo, queria saber se alguém sabe mais jogos deste género ou onde pesquisaencontrar, mesmo em outras línguas.
Eu e amigos meus já estivemos à procura de muitos, e assim do topo da cabeça, os que conheço são os seguintes (ocultando a regra/solução obviamente c: e os nomes também são flexíveis)
Se me lembrar de mais algum, referi-lo-ei. Se alguém estiver curioso sobre algum destes joguinhos, eu posso tentar esclarecer algo.
Se souberem outros deste género ou parecidos, por favor digam!
Obrigado pela atenção c:
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Equipamentos do Sniper

Equipamentos do Sniper

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Equipamentos do Sniper :Caderno de anotações,Bússola,Binóculo, telêmetro (para medir distâncias), termo-higrômetro (indicador de temperaturas e umidade) e anemômetro (medir a velocidade do vento)
Material :
Um fuzil de precisão capaz de agrupar ao menos 3 cm a 100 metros
No mínimo 100 cartuchos de munição Match
Luneta com torres de ajuste expostos em MIL ou MOA, com retículo capaz de estimar distâncias (combinação MIL/MIL preferível)
Equipamento de qualidade para montar a luneta ao fuzil (base e anéis justos, sem jogo ou oscilação, e resistentes)
Manual da luneta ou anotações sobre como proceder o ajuste da zeragem e com informações sobre as dimensões das marcações do retículo
Ferramental específico para a montagem da luneta na arma e ajuste da mesma
Bipé, preferivelmente com ajuste de inclinação “Bean bag” ou suporte traseiro para apoio da coronha
Bandoleira devidamente presa ao fuzil
Mochila apta para o transporte de todo seu material
Roupas adequadas à atividade, para realização do tiro independente de condições climáticas e de terreno
Hidratação e alimentação para ser consumida em campo
Luneta de espotagem
Tripé com cabeça ajustável
Manta ou shooting mat
Calculadora balística
Termo-higro-anemômetro Kestrel
Telêmetro laser
Nível de bolha ou eletrônico para o fuzil
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Avaliação de governos

Recentemente tem se discutido aqui sobre QE e teoria monetária, em tom de crítica a alguns países. Recentemente também tem se discutido no país o futuro das contas públicas no contexto da reforma da previdência, com o regime de capitalização (ponto mais importante no LP na minha opinião) sendo deixado de fora, ao menos no texto inicial.
Nesse contexto tem me passado pela cabeça a seguinte ideia: seria possível avaliar governos de forma análoga a empresas? Isto é, haveria algo consolidado sobre avaliação de indicadores macroeconômicos para identificar governos com contas mais estáveis, com prospectos melhores, etc?
A primeira coisa que vem à mente são os ratings de crédito do S&P, Moody's e Fitch. Há diversas críticas a esses, mas creio que seja um bom ponto de partida, então reuni documentos sobre as metodologias:
Não analisei os documentos ainda, só vi que eles contém uma descrição detalhada da metodologia usada, com alguns indicadores que podem ser úteis. Trouxe o tópico mais para discussão mesmo: seria esse um exercício em vão para o leigo? Caso negativo, quais seriam bons recursos a respeito? Talvez alguém já tenha se aventurado quanto a isso.
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Mikrogeophagus ramirezi

Mikrogeophagus ramirezi - Ramirezi

Sinônimos

Apistogramma ramirezi Myers & Harry, 1948; Papiliochromis ramirezi (Myers & Harry, 1948); Microgeophagus ramirezi (Myers & Harry, 1948)

Etimologia

Mikrogeophagus : do grego μικρός (mikrós), que significa 'pequeno', e o nome genérico Geophagus .
ramirezi : aparentemente escolhido para evitar confusões porque o nome 'ramirezi' estava sendo usado para o peixe no comércio ornamental antes de sua descrição.

Classificação

Ordem : Perciformes Família : Cichlidae

Distribuição

A maioria da literatura sugere que esta espécie é restrita aos llanos venezuelanos e colombianos da drenagem do rio Orinoco, embora um dos espécimes em nossas imagens seja coletado no rio Purus, um afluente do Amazonas localizado a uma certa distância do rio Orinoco. aquela bacia hidrográfica.
Tipo de localidade é 'Orinoco system, Venezuela'.

Habitat

O Llanos é um vasto sistema de pastagens de savanas tropicais altamente biodiversas, planícies e florestas sazonalmente inundadas que cobrem uma área de quase 600.000 quilômetros quadrados na Venezuela e na Colômbia. Existem padrões climáticos anuais bem definidos com estações úmidas e secas distintas e altas temperaturas durante todo o ano.
Ele está localizado ao norte e oeste do rio Orinoco e drenado por muitos dos afluentes do rio.
Outros peixes que ocorrem na região e estão disponíveis no comércio de aquários incluem Corydoras delphax, Platydoras costatus , Baryancistrus beggini , Hypancistrus inspector , Panqolus maccus , Panaque nigrolineatus , Hemigrammus rhodostomus , H. stictus , Hyphessobrycon sweglesi , Paracheirodon axelrodi , Pristella maxillaris , Copella nattereri , Biotodoma wavrini , Geophagus abalios , Heros severus , Mesonauta insignis , Satanoperca daemon e Uaru fernandezyepezi .

Comprimento Padrão Máximo

35 a 40 mm.

Tamanho Aquário

Um aquário com uma base de 60 a 30 cm ou equivalente é suficiente para um único par.

Manutenção

Desde que haja uma cobertura e estrutura adequadas, esta espécie não é nada exigente no que diz respeito à decoração com vasos de cerâmica, comprimentos de tubagens plásticas e outros materiais artificiais, todas as adições úteis.
Um arranjo de aparência mais natural poderia consistir de um substrato arenoso e macio com raízes de madeira e galhos colocados de tal maneira que se formem muitas manchas e cavernas sombreadas, além de uma ou duas pedras planas ou semelhantes para proporcionar potenciais locais de desova.
A adição de serapilheira seca enfatizaria ainda mais a sensação natural e, com ela, o crescimento de colônias microbianas benéficas à medida que a decomposição ocorre. Estes podem fornecer uma fonte de alimento secundária valiosa para alevinos, enquanto os taninos e outras substâncias químicas liberadas pelas folhas em decomposição auxiliam na simulação de condições naturais.
As plantas aquáticas também podem ser usadas com aquelas de gêneros como Microsorum , Taxiphyllum , Cryptocoryne e Anubias, talvez mais úteis, pois podem ser cultivadas anexadas à decoração, embora nenhuma delas seja nativa da América do Sul.
A filtração, ou pelo menos o fluxo de água, não deve ser muito forte e as mudanças de água muito grandes devem ser evitadas com mudanças regulares de 10 a 15% recomendadas.
Esta espécie nunca deve ser adicionada a aquários novos ou biologicamente imaturos. Quando as condições se deterioram, torna-se suscetível a uma condição semelhante àquela referida como erosão da linha lateral e da cabeça ou buraco na cabeça em outras espécies que inicialmente se manifesta como pequenos buracos formados por carne em erosão ao redor da cabeça e poros da linha lateral.

Condições da Água

Temperatura : 26 - 30 ° C
pH : 4,0 - 7,0
Dureza : 18 - 179 ppm

Dieta

Mikrogeophagus spp. são bentófagas por natureza, normalmente obtendo bocados de substrato que são peneirados para itens comestíveis com o material restante expelido pelas aberturas branquiais e pela boca, embora eles também percorram superfícies sólidas e arrebatem itens diretamente da coluna de água.
No aquário, devem ser oferecidas uma variedade de pratos vivos e congelados, como bloodworm, Artemia , Daphnia , verme grindal, etc., complementados por alimentos de boa qualidade, secos e afundados, de tamanho adequadamente pequeno. Peixes selvagens podem inicialmente recusar estes últimos, mas normalmente aprendem a aceitá-los ao longo do tempo.
Receitas de gelatina caseiras contendo uma mistura de ração de peixe seco, marisco, frutas e vegetais frescos, por exemplo, também funcionam bem e podem ser cortados em discos pequenos usando o final de uma pipeta afiada ou faca pequena.

Comportamento e Compatibilidade

Apesar de normalmente ser vendido como tal, o M. ramirezi não é recomendado para o aquário comunitário em geral, uma vez que requer uma qualidade de água pura e é um concorrente deficiente, embora isso não signifique que deva ser mantido sozinho.
Grupos de pacíficos, characídeos de águas abertas ou similares são particularmente recomendados como companheiros de tanque, uma vez que a presença de pequenos cardumes ou cardumes parece ser usada como um indicador de que não há ameaça imediata nas proximidades e, portanto, pode ajudar a reduzir a timidez.
Certifique-se de pesquisar suas escolhas potenciais em profundidade e evitar peixes territoriais ou agressivos, incluindo a maioria dos outros ciclídeos, e aqueles que requerem água mais dura.
Os juvenis são gregários, mas quando atingem a maturidade sexual, começarão a formar pares dos quais cada um comandará um território com alguns metros de altura ao criar.

Dimorfismo Sexual

Os machos adultos crescem mais que as fêmeas, possuem nadadeiras um pouco mais estendidas e são mais intensamente coloridos.
A maioria das fêmeas possui uma mancha rosada na barriga que está ausente nos machos, embora isto possa não ser o caso em algumas estirpes ornamentais (ver "Notas").

Reprodução

Esta espécie é um spawner de substrato biparental e é melhor reproduzida em uma configuração dedicada, sem outros peixes presentes.
Não parece haver nenhum gatilho específico para o processo de desova, com os principais requisitos sendo boa dieta e rigoroso regime de manutenção. Os ovos podem ser difíceis de levantar e facilmente desenvolver fungos ou não desenvolver, a menos que a água esteja muito limpa e com baixa dureza.
Pares inexperientes podem comer sua ninhada, mas muitas vezes acertam as coisas após algumas tentativas, enquanto o peixe produzido comercialmente (veja 'Notas') tende a ser de qualidade relativamente baixa e pode falhar em fertilizar muitos de seus ovos ou simplesmente consumi-los repetidamente.
A menos que estejam disponíveis adultos sexuados, é melhor começar com um grupo de peixes jovens e permitir que os pares se formem naturalmente, separando-os ao fazê-lo, e recomendamos comprá-los a um criador privado de boa reputação, se possível.
Os ovos são normalmente colocados em uma superfície sólida, como uma pedra plana, um pedaço de madeira flutuante, folhas largas da planta ou diretamente no vidro do aquário, e a desova ocorre em estilo típico com a fêmea colocando uma ou mais fileiras de ovos antes do macho se mover. fertilizá-los, este processo sendo repetido inúmeras vezes.
Se você mantiver os adultos em uma situação da comunidade, recomenda-se remover os tankmates ou os ovos neste ponto, caso deseje aumentar um bom número de filhotes. Tanto o homem quanto a mulher participam igualmente do cuidado de crias.
A incubação é de 2 a 3 dias, após os quais os alevinos permanecem em grande parte imóveis por mais 5 dias, período durante o qual não necessitam de qualquer alimento suplementar. Depois de nadar livremente, eles devem receber microworm, infusórios e outros alimentos microscópicos durante os primeiros 2-3 dias, após os quais alimentos maiores, como náuplios de Artemia, podem ser introduzidos.

Notas

M. ramirezi também é conhecido pelos nomes 'ciclídeo anão' ramirez 'e' ciclídeo borboleta 'e está entre os ciclídeos anões mais populares no hobby aquário.
Como resultado, é produzido em uma base comercial em grande número e um número de cepas ornamentais foram desenvolvidas, incluindo 'ouro', 'long-finned' (tanto azul e ouro formas; também negociadas como 'lyre-tail', ' véu-cauda 'e' hi-fin '),' azul elétrico / neon ',' super neon azul ouro '' pérola / perlmutt 'e' balão '.
Essas formas criadas artificialmente, em particular as últimas, tendem a ser geneticamente fracas, suscetíveis a doenças, exibem períodos de vida encurtados e baixo vigor reprodutivo, além de, em muitos casos, apenas os machos serem distribuídos.
Acredita-se que os hormônios podem ser usados ​​para aumentar a produção e os peixes geralmente são criados em alimentos secos contendo grandes quantidades de proteína e pigmentos carotenóides para acelerar o crescimento e intensificar a coloração.
A forma clássica de 'azul alemão', anteriormente considerada de boa qualidade, também é agora produzida em vários países diferentes e sofreu como resultado.
Embora indubitavelmente de estoque genético superior o peixe selvagem seja mais exigente em termos de condições de água e dieta e indiscutivelmente adequado apenas para aquaristas experientes, portanto é difícil recomendar esta espécie a menos que um criador privado respeitável possa ser encontrado.
O gênero Mikrogeophagus contém atualmente apenas duas espécies reconhecidas. Eles estão separados uns dos outros em um sentido geográfico com M. ramirezi ocorrendo na Venezuela e na Colômbia e seus congêneres M. altispinosa, nativos da Bolívia e do oeste do Brasil. Este último também é um peixe maior e menos colorido, sem marcas iridescentes azuis nas barbatanas, corpo e cabeça.
O agrupamento tem uma história taxonômica confusa com a correta localização e ortografia das espécies-tipo M. ramirezi, uma fonte de confusão por várias décadas antes da publicação de Kullander (2011). Foi descrito como um membro do gênero Apistogramma, mas depois afiliado com o nome Microgeophagus em um livro de aquário de Hans Frey (1957), que não forneceu caracteres diagnósticos e apenas sugeriu que ele pudesse ser colocado naquele gênero no futuro.
O último nome não alcançou aceitação geral até 1971, quando Axelrod o usou em um livro popular sobre a criação de peixes de aquário, embora Klee (1971) tenha rejeitado isso e sugerido que as espécies deveriam ser incluídas no Geophagus . Kullander (1977) descreveu o novo gênero Papiliochromis com P. ramirezi como espécie-tipo e, no mesmo trabalho, considerou o Microgeophagus como um nome indisponível, sem fornecer detalhes precisos sobre o motivo.
Papiliochromis foi aceito tanto na literatura amadora quanto científica até que Bailey e Robins (1982) concluíram que Microgeophagus sensu Axelrod (1971) era o mais antigo nome disponível para um gênero de ciclídeo com A. ramirezi como espécie de tipo e, portanto, deveria ser considerado válido.
Géry (1983, 1986) argumentou que Microgeophagus sensu Frey (1957) é o mais antigo nome disponível para o gênero, enquanto Allgayer (1985) considerou válido Papiliochromis . Kullander (1998) usou Mikrogeophagus , um nome que ele considerou o mais antigo disponível com base em sua inclusão como um nome válido em Jeg har akvarium , um livro de aquário de língua dinamarquesa publicado em 1968, com Microgeophagus sensu Frey (1957), um nomen nudum indisponível diagnóstico e tipo de espécie.
O gênero Mikrogeophagus é, portanto, atribuído a Jens Meulengracht-Madsen, 1968, autor das seções relevantes do livro (foi editado por Schiøtz e Christensen), mas é considerado um ato nomenclatural "involuntário" porque o autor acreditava estar usando uma nome existente.
O Mikrogeophagus, portanto, tornou-se amplamente aceito segundo Kullander (1998), embora alguns autores evidentemente não concordassem.
Após um período de inatividade Isbrücker (2011) reabriu a questão e argumentou que Microgeophagus sensu Frey (1957) é na verdade o nome mais antigo disponível para o gênero, mas isso foi definitivamente rejeitado por Kullander (2011), que publicou uma análise detalhada do nomes genéricos diferentes que foram usados ​​para a espécie, a maioria dos quais derivados de literatura de aquário, ao invés de científica.
Embora Mikrogeophagus é agora geralmente aceite para ser correta as espécies M. ramirezi geralmente aparece na literatura mais antiga como aquário Apistogramma ramirezi , Microgeophagus ramirezi , ou Papiliochromis ramirezi .
O Mikrogeophagus e vários gêneros relacionados são frequentemente incluídos na suposta subfamília Geophaginae. Kullander (1998) realizou um estudo filogenético baseado na morfologia em que os Cichlidae neotropicais foram divididos em seis subfamílias das quais os Geophaginae continham 16 gêneros divididos entre três 'tribos':
Acarichthyini - Acarichthys e Guianacara . Crenicaratini - Biotoecus , Crenicara , Dicrossus e Mazarunia . Geophagini - Geophagus , Mikrogeophagus , ' Geophagus ' brasiliensis grupo, ' Geophagus ' grupo steindachneri, Gymnogeophagus , Satanoperca , Biotodoma , Apistogramma , Apistogrammoides e Taeniacara .
Estudos moleculares posteriores de Farias et al. (1999, 2000, 2001) resultou nas adições de Crenicichla e Teleocichla aos Geophaginae, um resultado apoiado por López-Fernández et al. (2005), que realizou a análise molecular mais detalhada do agrupamento até hoje, incluindo 16 dos 18 gêneros e 30 espécies.
No entanto, suas conclusões sobre inter-relações entre gêneros variaram um pouco das hipóteses anteriores e podem ser resumidas pelos seguintes grupos fracamente definidos:
- um relacionamento de grupo irmão fracamente apoiado entre Acarichthys e Guianacara . - um clado Satanoperca bem suportado, compreendendo Satanoperca , Apistogramma , Apistogrammoides e Taeniacara . - um 'grande clado' com Geophagus , Mikrogeophagus , ' Geophagus ' brasiliensis , ' Geophagus ' steindachneri , Gymnogeophagus , Biotodoma , Crenicara e Dicrossus . - um clado ' crenicarine ' com Biotoecus e Crenicichla .
Nenhum representante de Teleocichla ou Mazarunia foi incluído no estudo, mas o primeiro está bem estabelecido como sisterto Crenicichla, enquanto este último se agrupou estreitamente com Dicrossus e Crenicara em trabalhos anteriores.
As outras principais conclusões do trabalho são a confirmação de que Geophaginae é um grupo monofilético que exibe fortes sinais de ter sofrido radiação adaptativa rápida (diversificação de uma espécie ou tipo ancestral único em várias formas, cada qual adaptativamente especializada para um nicho ambiental específico).

Referências

  1. Anónimo, 1948 - The Aquarium, Philadelphia v. 17: 77 O ciclídeo anão Ramirezi identificado. [ Apistogramma ramirezi é atribuído a Myers & Harry neste trabalho. O autor é anônimo (provavelmente WT Innes). Uma descrição mais completa apareceu mais tarde em Myers & Harry 1948.
  2. Harpaz, S. e D. Padowicz, 2007 - O Jornal Israelita de Aquicultura - Bamidgeh 59 (4): 195-200 Melhoramento da cor no ciclídeo anão Ornamental Mikrogeophagus ramirezi por adição de carotenóides vegetais à dieta dos peixes.
  3. Kullander, SO, 2011 - Zootaxa 3131: 35-51 Nomenclatural disponibilidade de nomes genéricos científicos putativos aplicados ao peixe de ciclídeo da América do Sul Apistogramma ramirezi Myers e Harry, 1948 (Teleostei: Cichlidae).
  4. Morgenstern, R., 2012 - DCG-Informationen 43 (4): 74-82 Microgeophagus , Papiliochromis oder Mikrogeophagus - endlich Klarheit?
  5. Myers, GS e RR Harry, 1948 - Proceedings do California Zoological Club 1 (1): 1-8 Apistogramma ramirezi , um peixe ciclídeo da Venezuela.
  6. Reis, RE, SO Kullander e CJ Ferraris, Jr. (eds), 2003 - EDIPUCRS, Porto Alegre: i-xi + 1-729 Lista de verificação dos peixes de água doce da América do Sul e Central. CLOFFSCA.
  7. Robins, CR e RM Bailey de 1982 - Copeia de 1982 (1): 208-210 O estado dos nomes genéricos Microgeophagus , Pseudoapistogramma , Pseudogeophagus e Papiliochromis (Pisces: Cichlidae).
  8. seriously fish. com
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[10 anos] COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS

O texto abaixo corre a internet já faz algum tempo já faz pelo menos uma década. Vi a notícia do show do Loser Manos e quis reler o texto. Fui procurar e notei que o texto foi publicado neste blog em 11 de novembro de 2008. Ou seja, completou 10 anos algumas semanas atrás.
Pelo que parece é a fonte original, mas não tenho certeza. Eu, assim como todos meus conhecidos, li em algum outro fórum ou comunidade do Orkut. Divirtam-se!

COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS,
por Adolar Gangorra em adolargangorra

Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em bastante contato umas garotas legais, né?

Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.

Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish. Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!

Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!

Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!

Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?

Essa eu não entendi...

Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".

"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...

Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?

Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!

Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?

De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!

Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...

Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...

Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?

Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...

Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...

O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?

Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?

Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"

"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!

"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.

Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?

Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!

Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!

Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...

Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...
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Violência em Porto Alegre: Uma Análise Informal (2002-2017)

Não sou de POA, só fui pra lá uma vez pra um show do Pearl Jam. Há uns meses notei como era frequente ouvir falar sobre a "escalada da violência" em POA e fiquei perplexo. Então, como tava com tempo sobrando, fui atrás pra dar uma olhada nas estatísticas. Os dados que coletei e vou mostrar aqui são públicos e facilmente encontrados na SSP-RS.
Tem bastante estatística lá, mas resolvi dar uma filtrada pro que eu achei que fosse mais significativo pra ter uma visão geral da violência lá. Dos 13 indicadores que eles acompanham, escolhi 7: homicídio doloso, latrocínio, furto, furto de veículo, roubo, entorpecente (posse) e entorpecente (tráfico).
Minha motivação foi tentar descobrir se tinha algum efeito de "violência real" vs. "violência percebida", ou seja, o efeito que a cobertura excessiva da mídia sobre a violência pode ter nas pessoas. Por exemplo, a pessoa que só assiste Datena e acha que o país tá em guerra civil e não tá gostoso. Como vários outros temas, veículos de mídia podem ter objetivos secundários ao querer retratar a escalada da violência em determinado lugar. Eu gosto de ver os dados crus, peladinhos, gráficos, e tirar minhas próprias conclusões, assumindo que eu posso confiar em tais dados.
Eis os gráficos:
Homicídio doloso + Entorpecentes(posse) + Entorpecentes(tráfico)
Furtos + Furtos de veículo + Roubos
Latrocínio + Roubos
Alguns pontos que notei nos gráficos, sem querer delongar muito:
Tentei manter o mais sucinto possível. Estou bastante curioso pra ouvir a galera de POA pra dar opiniões sobre essa parada toda.
TL;DR: Será que a violência em POA tá foda mesmo? Pesquei uns dados pra ver. O que mais chamou atenção foi o aumento alucinante dos roubos desde 2011.
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Laranjas venenosas. Por Janio de Freitas

A bancada do PSL (Partido do Suco de Laranjas) de Bostonaro está constituída, na Câmara, com a inclusão de beneficiários de burla eleitoral. E não só eleitoral, por se tratar de atos lesivos aos cofres públicos.
Essa é a realidade.
Também não bastam investigações do Ministério Público e da Polícia Federal em Minas Gerais e em Pernambuco, estados com a burla de “laranjas” já exposta na Folha de S.Paulo (https://www1.folha.uol.com.bpode2019/02/bebianno-telefona-para-moro-e-pede-para-esclarecer-candidaturas-laranjas.shtml). Como o próprio Bostonaro dirige o indicador para Gustavo Bebianno, hoje secretário-geral da Presidência e presidente do PSL no ano passado, há mais motivo para suspeitar que a burla rendosa fosse uma orientação ampla (https://www1.folha.uol.com.bpode2019/02/entenda-as-evidencias-e-as-versoes-dos-envolvidos-em-esquema-de-laranjas-do-psl.shtml).
Além disso, o já comprovado desvio de verba eleitoral, para pagamento de gráfica inexistente, atesta um método de desvios para caixa dois ou para bolsos pessoais.
Os eleitos com recursos partidários provenientes de dinheiro público, em montante aumentado por golpe, tiram a legitimidade das votações de que participem. E o provável, com isso, é que sujeitem os resultados a questionamento judicial, para anulá-los.
Diante disso, e apesar de mais interessado nas boas relações com Bostonaro, Rodrigo Maia tem obrigações próprias de presidente da Câmara, e não se justifica sua indiferença ao surgimento do caso (https://www1.folha.uol.com.bpode2019/02/maia-diz-que-nao-se-intrometera-em-conflitos-de-parentes-do-presidente.shtml).
Ser mais um na série diária do governo Bostonaro não faz desse um episódio qualquer. Mas, se não houver atenção pública, dos órgãos oficiais não se deve esperar o predomínio da imparcialidade e da lei. Sob o pretexto de “pacificação” e “harmonia”, ninguém quer nada. De bom.

Lugar do perigo

Determinada pelo Judiciário, a transferência de duas dezenas do PCC (Primeiro Comando da Capital) para Rondônia e Rio Grande do Norte, área já conflagrada, é um teste particular de São Paulo.
O acordo do então governador Cláudio Lembo (PSD) com o PCC foi um gesto responsável e inteligente. Apesar de toda a crítica fácil e da negação posterior dos seus sucessores. As forças paulistas levavam uma tunda feia, atônitas e incapazes de inverter a situação que já seguia para 600 mortos.
Desde então, o acordo prevaleceu por um motivo tácito: falta de segurança para arriscar o enfrentamento com o PCC e seus aliados.
Na ânsia de promover-se, João Agripino Doria Jr. (PSDB) festejou com a arrogância adolescente a transferência de Marcos Camacho, o "Marcola", e 21 companheiros para distantes presídios federais (https://www1.folha.uol.com.bcotidiano/2019/02/marcola-e-outros-21-integrantes-do-pcc-sao-transferidos-para-presidios-federais.shtml). Mesmo recolhidos a presídios semelhantes, Fernandinho Beira-Mar e outros continuam exercendo sua condição de cabeças, em vários sentidos.
Com a transferência de "Marcola", o Exército recebeu mais uma função, aliás, sem precedente: carcereiro externo de presídios (https://www1.folha.uol.com.bcotidiano/2019/02/bolsonaro-decreta-uso-de-forcas-armadas-em-presidios-apos-transferencia-de-marcola.shtml). No medo extremo criado por um cabeça e 21 companheiros, os militares do governo poderiam ver o Brasil que de lá não veem.
O problema do teste é que não passará nos gabinetes de governo. Será nas ruas e nos prédios da população.
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Xadrez

A conversa começou comigo encostado à ombreira da porta dele. Andava à procura de uma tesoura e pensei que o puto pudesse ter. Contudo vê-lo com aquela devoção submissa à merda do joguinho de playstation fez logo a conversa sair de estrada.
"Estás outra vez a jogar a isso, puto?! Andar aos tirinhos faz-te feliz, é?? É assim que a tua geração se rivaliza, ficar a ver quem é o maior com o comando na mão?!"
"Como se tu não passasses a vida com o comando na mão...!"
"Ver televisão é algo depreciativo, não é?! Puto, tu esqueceste que hoje em dia percepcionar irrelevância é ser são... é assim tão difícil de perceber que ter uma opinião formada sobre não ter opinião é exatamente o paradoxo da empatia?"
"Desculpa, não te ouvi... Estava aqui a dizer é ao Goncas que não joga uma beata. Disseste paradoxo? Velhote... andaste outra vez a cuscar o meu insta, foi não foi?"
"Não zigoto, não foi isso... porque raio ia eu querer ver o teu portefólio digital para a Chicco?! O que te estava a dizer era que podias socializar através de jogos que não sejam estupidificantes..."
"Vais-me falar que jogar ao pião é estimulante... Vais não vais? Está-se mesmo a ver que sim..." diz a rir-se que nem um desalmado, sem tirar os olhos do ecrã.
"Puto... Como é que eu te vou explicar que na vida se aprende de muitas formas? E o mais importante não se aprende com certeza na escola... Humildade e dignidade, zigoto. Consegues compreender o conceito? ...Não é coisa que vá lá de berro estridente em berro estridente..." e vejo-o a ficar revoltadinho. Exatamente o que eu queria.
A verdade é que a minha mulher não está e eu precisava da tesoura para abrir um pacote de tortelinis de 2 minutos. Mas no meio daquele fingimento de indignação, o hilariante absurdo em mim foi crescendo.
Vejo-o agora a retirar os fones da cabeça e a pousar o comando. É impossível não sentir uma satisfação. Sinto que lhe toquei no nervo e agora ele perdeu-se completamente e quer guerra aberta comigo. Vamos a isso... Os falsos pretextos por vezes podem ser tão bons como aqueles que são realmente importantes. O puto aprende uma lição e ainda acaba a ser ele a abrir o pacote de tortelinis comigo no sofá a cantar vitória.
"Alfredo...ensina-me humildade e dignidade. Peço-te!" diz ele de sarcasmo em punho em En gárde.
"Porque não jogamos uma partida de xadrez? Ainda tens o tabuleiro que te dei ou trocaste-o por um manual de insta para tótós??"
Ele tenta ocultar um riso e isso deixa-me vagamente preocupado, mas tudo bem.
[...]
"Está tudo bem? Podemos começar?" diz-me ele ao acabar de centralizar as peças nos respetivos quadrados.
"Vamos a isso, filho..." e digo filho com um laivo de escárnio singelo.
"Oh desculpe, meu pai... Não quero parecer insolente consigo, mas... será que pode só trocar a rainha e o rei?! Estão trocados em posição...". Rosno baixinho um "cabrãozeco".
Ele começa o jogo com o peão em e4. Eu esfrego as mãos de contente. Vou flanqueá-lo e fazê-lo vir meter-se na boca do lobo... Jogo o peão para a5.
"Meu filho, isto é um jogo de cavalheiros. Uma disputa saudável em que se pretende, mais do que uma vitória intelectual, um aproximar de almas companheiras e fraternas. Por isso ia propor-te uma celebração desse companheirismo que queremos enaltecido. Proponho que quem perder, se desligue das distrações que apontamos um ao outro em prol de uma maior proximidade. Assim, se eu perder, não quero que te enraiveças e te cegues numa ambição de vendeta. Quero que te prepares para uma nova partida, e até lá, respeitas-me não perdendo o teu tempo a andar aos tirinhos..."
Ele ouve-me atentamente e enquanto desloca a rainha para f3 diz:
"Meu pai! Que eloquência! As tuas palavras fazem ressonância no meu coração. De bom grado aceito o desafio de nos tornarmos mais próximos. É do meu entender que farás o mesmo caso a partida me corra de feição. Isto é...Respeitar-me-ás não perdendo o teu tempo a apreciar os pés da Cristina Ferreira..."
Eu oiço-o, de costas direitas na cadeira avalio a sua confiança e tento intimidá-lo com uma falsa tranquilidade cândida. Movo o cavalo para c6.
"Que bom estarmos em sintonia, meu filho. Sinto agora que as experiências que vivi são passíveis de ser por ti apreendidas tal é a tua receptividade em levares uma coça."
Da sua cara acnosa, os seus olhos percorrem os movimentos dos meus lábios, guardiões de palavras sábias e conselhias. Onde será que ele foi buscar tão mau-perder?
"Óptimo, foquemo-nos então no que nos une" e pegando no bispo com o polegar e o indicador (e de mindinho erguido) coloca-o em c4.
"Exatamente, meu filho. Que esta amigável partida seja uma ode ao que nos une!" digo, pleno de mim. Debruço-me então sobre o tabuleiro e sinto-me genial. O puto foi por a peça precisamente onde eu queria. Jogo o peão para b5 e vou-lhe já obrigar a retirar dali o bispo. A elegância a vencer a força. Vai começar a bater em retirada e será uma questão de tempo até lhe ganhar o jogo.
Coloco o peão em b5. Ele ri-se de soslaio.
"Pois bem, meu prezado pai, obrigado! Sinto-me engrandecido por ti, pela partilha dos teus ensinamentos. Hoje, aliás, agora, sinto que aprendi verdadeiramente o valor da dignidade e da humildade. Agradeço-te, agradeço-te muito... dizendo, quiçá de forma parca, a palavra que simboliza toda a gratidão que sinto: Checkmate..."
E com isto coloca o bispo em f7.
Franzo a testa, implodindo. Como assim Checkmate??
"Pois é, meu prezado pai. Parece que o comando é meu!" e com isto levanta-se e vai-se embora e deixa-me ali em profunda descrença.
"...cabrão do zigoto, heim?!"
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Um dia estava eu no ginásio a pedalar numa daquelas bicicletas...

Um dia estava eu no ginásio a pedalar numa daquelas bicicletas que não saem do mesmo sitío por mais que pedalemos quando de repente se gerou um burburinho por entre os presentes. Era o Marco Paulo, o cantor, que tinha acabado de entrar. Incrível. Os meus olhos nem queriam acreditar no que viam. E lá vinha ele todo confiante a sair dos balneários, com uma fita branca na cabeça, uma camisola de alças rosa fucsia curta que deixava o umbigo à mostra e uns calções de licra bem justinhos amarelo fluorescente, realçando um corpo musculado invejável que até então só tinha visto nos filmes de acção norte-americanos. Na mão trazia uma garrafa de água mineral do Dia %, de Caldas de Penacova.
À medida que ele passava pelas pessoas, ia deixando elas em êxtase puro. "Grandes bíceps, oh Marco" - dizia um em alto e bom som, enquanto o Marco Paulo acenava para ele com a cabeça. "Grandes trícpes, oh Marco" - dizia outro de igual forma, fazendo este um gesto com o polegar para cima e, no preciso momento em que ele passava por mim, também eu, com o desejo de me sentir incluído no grupo do ginásio e de deixar uma palavra de apreço ao Marco Paulo disse "Grande cu, oh senhor Marco". Com a breca! Os nervos traíram-me como sempre. Não era isto que eu queria dizer. Todos os presentes calaram-se e ficou um silêncio daqueles chatos, enquanto olhavam para mim em tom de desaprovação.
O Marco Paulo aproximou-se de mim e eu mais nervoso fiquei ainda. Pedi imediatamente mil e uma desculpas e ele sempre a fitar-me nos olhos sem nunca sequer pestanejar, encostou o seu dedo indicador aos meus lábios e sussurou um "pssshhh", pegando depois na minha mão com a dele e encostando-a ao seu rabo, fazendo eu agarrá-lo com força. "Sente isto aqui! Sentes? Estás a sentir? Já alguma vez sentiste uns glúteos como estes? - perguntou-me ele. "Nunca, nunca senhor Marco. Nunca senti nada assim" - respondi eu a medo mas sendo sincero. "Então anda daí fofo, hoje vou ser o teu PT para ficares com uns glúteos como os meus e assim depois podes sentir os teus sempre que te apetecer a qualquer hora do dia ou da noite, quer estejas em casa quer estejas na rua". De repente voltou-se a fazer barulho no ginásio. Ufa! Eu nem queria acreditar no que me estava a acontecer. Que sorte tenho eu na vida de ter o senhor Marco Paulo como Personal Trainer e ficar com uns glúteos tonificados como os dele.
"Para ficares como eu tens de ter muita Perseverança, Intensidade, Luta, Ambição e mais umas quantas coisas que de momento não me estou a lembrar, mas mais tarde, se me lembrar, eu digo-te. Só assim podes ter um bumbum perfeito como o meu" - segredou-me ele ao ouvido enquanto punha o braço à volta do meu ombro.
Pegou num daqueles tapetes e comecei então o exercício, pedindo-me para eu fazer agachamentos livres enquanto ele me observava por trás. "Oh sim, oh sim, mais, mais" - dizia-me ele ofegante com palavras de motivação e entusiasmado e eu mais entusiasmado ficava pois era sinal que os treinos do senhor Marco Paulo estavam já a fazer efeito. Fiz estes durante uns bons minutos sendo que depois o Marco mudou o exercício. Neste agora eu estava de gatas e parecia que estava a dar coices mas algo estava a fazer mal porque o senhor Marco Paulo teve de me mostrar como se fazia bem juntinho a mim. "Não te preocupes querido, é só a minha barra de granola que estás a sentir" - disse-me ele baixinho mas acabei por não perceber ao certo porque de repente ele cantou em bom som "OH JOANA! PENSAR QUE ESTIVEMOS TÃO PERTO, DOS SONHOS AGORA DESPERTO, SÓ NÃO QUERO OUVIR O SIM QUE DIRÁS, ÁS, ÁS".
O treino estava a ir muito bem e de tal forma que eu estava a ter resultados muito rápidos porque o Marco disse-me que eu era um rapaz que levantava qualquer ferro, até o mais enferrujado. Eu não estava assim tão confiante mas quem sou eu para duvidar do senhor Marco Paulo? E seguimos então para a área dos pesos, barras e hálteres. Pegou num pesadote e disse-me para eu o levantar e empinar o rabo ao mesmo tempo para o exercício ser bem feito. "No pain, no gain, oh yeah my baby" - exclamou ele. De repente olho para o lado e quem havia de estar nesta mesma área? O Boy George! Estava com umas trancinhas coloridas e vestido de boneca a cantarolar o Karma Chameleon enquanto levantava à vontadinha uns bons 100Kg num banco. Soube mais tarde que vinha dar um concerto privado a um ricaço da zona de Cascais e tinha parado aqui pelo caminho em Massamá no ginásio para manter a forma.
"Mau Maria que o gato já mia, só faltava esta" - disse o Marco Paulo meio irritado. "O que foi senhor Marco?" - perguntei eu de imediato. "Não posso com gente invejosa e esta é uma invejosa de primeira. Queria ter um corpinho gostosão como o meu". Estava o Marco Paulo a dizer isto quando é interrompido pelo Boy George. "Olha, olha quem está por aqui, bons olhos a vejam, darling" - disse num tom irónico, continuando "já tomaste a dose diária de anabolizantes no rabiosque, foi?". O Marco Paulo foi-se aos arames e com razão. De facto é revoltante uma pessoa dedicar-se com tanto afinco ao treino e ser denegrido de forma tão vil somente por pura inveja e escárnio.
"Com essa idade de certeza que já nem sequer consegues levantar o ferro" - continuou o Boy George com risinhos. "Ai é meu cabrão, dá um número que eu levanto aqui na boa" - retorquiu agressivamente o Marco já exaltado. "Aliás, nem é preciso, se estavas a levantar 100 eu levanto 200. 100 são para bonecas como tu! Ou queres fazer o braço-de-ferro?" - continuou ele. Aí no ginásio toda a gente parou em completo silêncio e susteve a respiração. "Não, vamos antes para os 200Kg senão ainda estrago as unhas" - disse a estrela britânica sendo que o Marco Paulo concordou respeituosamente com a cabeça.
Estava lançada a competição. Dois monstros da música mundial agora em competição para ver quem tinha mais força. O Boy George foi o primeiro a tentar levantar os 200Kg mas sem sucesso. Apenas se ouviu um "nanananananananana" de esforço enquanto tentava levantar sem sucesso tal peso. Era a vez do Marco. "Menina" - disse ele com um ar gozão enquanto passava pelo Boy George. O Marco Paulo foi com confiança e depois de uns "nananananananananana" também de muito esforço conseguiu, qual Hércules qual carapuça, levantar tal peso. Os presentes no ginásio aplaudiram em massa e gritaram Vivas ao Marco. Ninguém queria acreditar. Eu próprio tinha as minhas dúvidas mas pedi logo desculpa ao senhor Marco Paulo por as ter. No entanto, quando ele segurava no ar os 200Kg, os calções de licra dele cederam e rasgaram em baixo, fazendo um buraco sendo que o escroto dele caiu por ali e ficou todo à mostra. Nunca vi tão gigantesco escroto na minha vida. Fiquei perplexo. P-E-R-P-L-E-X-O. "Isto são os meus esteróides, bitch!" - disse ele para o Boy George, este com o olhito a lacrimejar, envergonhado por ter sido vergado pelo cantor português.
No meio da multidão que via esta competição irrompe a Jennifer Lawrence, também no ginásio mas a fazer Zumba. Logo o Marco larga aquele peso todo para o chão e sai com a bela loira de braço dado pelo meio das pessoas, todo preparado para ir fazer o amor a noite toda com a actriz norte-americana. "Docinho, não te esqueças" - disse ele para mim "para uns glúteos de sonho, exercício físico e boa alimentação com muitos vegetais", continuando "estás a ver esta? Tomou o gosto à maçaroca e agora não quer outra senão aqui a do Marquito. Mas faz-me um favor, consola o Boy George, apesar da inveja ele é das melhores pessoas que conheci até hoje e olha que conheci muitas". E eu consolei-o.
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Como saber se um bar está saudável antes de ser comprado?

Boa tarde, queridos Brazucas.
Um amigo meu vai negociar a compra de um bar no centro de uma pequena cidade, e me fez mais ou menos a pergunta que está no título. Resumidamente, ele quer saber (e eu falei que ia ajudar, mas eu descobri que sou uma fraude), quais indicadores ele deve procurar antes de fazer a compra de um ponto. Eu sei alguns de cabeça, da faculdade, mas não tenho certeza se são o suficiente para analisar uma negociação em que o vendedor está dizendo "quero vender pois cansei do bar" e está querendo dizer "isso não dá lucro".
Questões como:
Eu mencionei.
Eu preciso falar pra ele mais alguma coisa?
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Match Thread: SL Benfica vs. Rio Ave FC

Supertaça Cândido de Oliveira 2014: Final
Sport Lisboa e Benfica vs. Rio Ave Futebol Clube
Horário: Domingo, 10/08/2014 - 20:45 (hora de Portugal continental)
Local: Estádio Municipal de Aveiro
Árbitro: Duarte Gomes. Árbitros assistentes: Ricardo Santos e Venâncio Tomé. Quarto árbitro: Luís Ferreira.
Avaliação de Performance:
Incidências:
120': Revisão aos objectivos:
  • Campeonato Nacional
  • Taça de Portugal
  • Supertaça Cândido de Oliveira
  • Taça da Liga
  • Liga dos Campeões
120': O SPORT LISBOA E BENFICA VENCE A SUA QUINTA SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA!
120': Enzo Perez foi eleito o melhor jogador em campo!
120': Galeria de fotos da final.
120': Vídeo: Assiste ao resumo do jogo.
120': Sport Lisboa e Benfica 0-0 (3-2, pen.) Rio Ave Futebol Clube
120': Tiago Pinto falhou! Terceira defesa de Artur! Vídeo do lance.
120': Luisão marcou! 3-2!
120': Diego Lopes falhou! Defesa de Artur! 2-2.
120': Bebé marcou! 2-2.
120': Ukra marcou. 1-2.
120': Lima marcou! 1-1.
120': Filipe Augusto marcou. 0-1.
120': Derley falhou. Defesa de Cássio! 0-0.
120': Tarantini falhou. Defesa de Artur! 0-0.
120': Estatísticas no final do jogo:
SLB Indicador RAFC
69% Posse de bola 31%
8 Oportunidades de golo 1
34 Remates 8
9 Remates à baliza 2
8 Recuperações de bola 12
12 Cantos 5
3 Foras de jogo 4
1 Cartões amarelos 5
0 Cartões vermelhos 0
19 Faltas cometidas 31
120': O árbitro Duarte Gomes apita e termina o prolongamento. Sport Lisboa e Benfica 0-0 Rio Ave Futebol Clube. O jogo vai para penáltis.
117': Falha de Artur e Jardel atira contra a barra da baliza do Benfica! Vídeo do lance.
110': Cartão amarelo para Wakaso (RAFC).
110': Cartão amarelo para Cássio (RAFC).
105': O árbitro Duarte Gomes apita e começa a segunda parte do prolongamento. Sport Lisboa e Benfica 0-0 Rio Ave Futebol Clube.
105': Substituição no SLB: sai Salvio e entra Bebé.
105': O árbitro Duarte Gomes apita e termina a primeira parte do prolongamento. Sport Lisboa e Benfica 0-0 Rio Ave Futebol Clube.
99': Substituição no SLB: sai Gaitán e entra Ola John.
92': Jardel quase marca de cabeça! Defesa incompleta de Cássio.
90': O árbitro Duarte Gomes apita e começa o prolongamento. Sport Lisboa e Benfica 0-0 Rio Ave Futebol Clube.
45+2': Estatísticas no final da segunda parte:
SLB Indicador RAFC
70% Posse de bola 30%
5 Oportunidades de golo 0
28 Remates 4
5 Remates à baliza 0
7 Recuperações de bola 11
8 Cantos 0
2 Foras de jogo 3
1 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
14 Faltas cometidas 22
90+3': O árbitro Duarte Gomes apita e termina a segunda parte. Sport Lisboa e Benfica 0-0 Rio Ave Futebol Clube. O jogo vai para prolongamento.
90+1': Cartão amarelo para Diego Lopes (RAFC)
90': Três minutos de compensação.
87': Substituição no RAFC: sai Nuno Lopes e entra Wakaso.
85': Lima remata dentro da área e a bola sai a centímetros poste!
80': Cartão amarelo para Filipe Augusto (RAFC).
79': Salvio recebe na esquerda, flete para o meio e remata forte e colocado de fora da área, mas para fora. Vídeo do lance
68': Substituição no SLB: sai Talisca e entra Derley.
64': Lima tenta a sua sorte rematando fora da área, mas o remate sai perto do poste. Vídeo do lance.
60': Estatísticas aos 60':
SLB Indicador RAFC
69% Posse de bola 31%
4 Oportunidades de golo 0
21 Remates 2
4 Remates à baliza 0
6 Recuperações de bola 9
5 Cantos 0
2 Foras de jogo 0
1 Cartões amarelos 1
0 Cartões vermelhos 0
12 Faltas cometidas 16
56': Substituição no RAFC: sai Pedro Moreira e entra Diego Lopes.
55': Substituição no RAFC: sai Hassan (RAV) e entra Boateng.
53': Cartão amarelo para T. Pinto (RAFC)
45': O árbitro Duarte Gomes apita e recomeça o jogo. Posse de bola para o Rio Ave FC e não houve substituições.
45+2': Estatísticas ao intervalo - Recuperações de bola: Maxi 2 | Cruzamentos: Salvio 5, Eliseu 2, Perez 2 | Remates: Talisca 6, Lima 3, Perez 2 | Remates à baliza: Talisca 2, Gaitán 1, Salvio 1 | Ataques: Salvio 7, Gaitán 6, Talisca 6.
45+2': Estatísticas ao intervalo:
SLB Indicador RAFC
68% Posse de bola 32%
4 Oportunidades de golo 0
18 Remates 2
4 Remates à baliza 0
5 Recuperações de bola 7
4 Cantos 0
2 Foras de jogo 0
1 Cartões amarelos 0
0 Cartões vermelhos 0
9 Faltas cometidas 9
45+2': O árbitro Duarte Gomes apita e termina a primeira parte. Sport Lisboa e Benfica 0-0 Rio Ave Futebol Clube.
45': Artur quase "oferece" o golo ao Rio Ave! Vídeo do lance.
44': Cartão amarelo para Enzo Perez (SLB).
30': Estatísticas aos 30' - Remates: Talisca 5, Lima 3 e Salvio 2 | Ataques: Salvio 6 e Nico Gaitán 4.
30': Estatísticas aos 30':
SLB Indicador RAFC
3 Oportunidades de golo 0
14 Remates 2
2 Remates à baliza 0
4 Recuperações de bola 5
2 Cantos 0
1 Foras de jogo 0
0 Cartões amarelos 0
0 Cartões vermelhos 0
7 Faltas cometidas 6
30': Enzo Perez tenta o chapéu dentro da área, mas o remate vai para fora.
24': Outro passe magistral de Gaitán, cruzamento de Eliseu e Salvio tenta dois remates dentro de área, mas são intercetados. Esteve quase! Vídeo do lance.
22': Passe magistral de Gaitán e Talisca remata já dentro da área, mas o remate vai para fora. Esteve quase! Vídeo do lance.
21': Lima tenta a sua sorte rematando fora da área, mas o remate vai para fora.
14': Eliseu remata forte e colocado de fora da área. Vídeo do lance.
10': Perigo! Maxi Pereira brilha na direita e remata fortíssimo, Cássio desviou e Talisca não consegue a converter. Vídeo do lance.
2': Primeira oportunidade para o Benfica por Luisão. Cabeceamento do capitão dentro de área intercetado pelo braço de um defensor do RAFC. Este lance surgiu na sequência de uma falta sobre Gaitán.
0': O árbitro Duarte Gomes apita e começa o Sport Lisboa e Benfica vs. Rio Ave Futebol Clube! Posse de bola para o SL Benfica.
0': Suplentes do Rio Ave FC: Éderson; Diego Lopes, Bressan, Boateng, André Vilas Boas, Roderick e Wakaso.
0': XI inicial do Rio Ave FC: Cássio; Nuno Lopes, Marcelo, Prince-Désir, Tiago Pinto; Pedro Moreira, Filipe Augusto, Tarantini; Ukra, Hassan, Del Valle.
0': Suplentes do SL Benfica: Paulo Lopes, André Almeida, Benito, César, Ola John, Jara, Bebé, Derley.
0': XI inicial do SL Benfica: Artur; Maxi, Luisão, Jardel, Eliseu; Talisca, Enzo, Ruben; Salvio, Gaitan, Lima.
0': Chegada dos Campeões ao Municipal de Aveiro!
0': Lotação esgotada no Estádio Municipal de Aveiro!
0': Apresentação do troféu.
0': O Estádio Municipal de Aveiro, o palco da final.
0': Foto: Cândido de Oliveira.
0': O homem que dá nome à Supertaça: Conheça Cândido de Oliveira.
0': Este é o primeiro jogo oficial da época 2014/15 e o primeiro de cinco troféus que o Benfica disputará: Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga dos Campeões.
0': Sejam bem-vindos ao match thread da /benfica para o acompanhamento da final da Supertaça Cândido de Oliveira 2014: Sport Lisboa e Benfica vs. Rio Ave Futebol Clube.
Televisão:
Rádio:
Antevisão:
Sport Lisboa e Benfica | Sub Reddit | Twitter Feed | Página no Facebook | Perfil no G+ | Canal no YouTube
XI inicial (4-3-3):
(#) Pos. Nome
1 GR Artur
14 DD Maxi
4 DC Luisão
33 DC Jardel
19 DE Eliseu
6 MC R. Amorim
30 MC A. Talisca
35 MC Perez
18 MD Salvio
10 ME Nico Gaitan
11 A Lima
Banco de suplentes:
(#) Pos. Nome
13 GR Paulo Lopes
34 DD A. Almeida
37 DC César
32 MD Bebé
15 MD John
22 A F. Jara
9 A Derley
Treinador: Jorge Jesus
Rio Ave Futebol Clube | Twitter Feed | Página no Facebook
XI inicial (4-3-3):
(#) Pos. Nome
1 GR Cássio
16 DD Nuno Lopes
46 DC Marcelo
3 DC Prince
15 DE T. Pinto
20 M Pedro Moreira
7 M F.Augusto
8 M Tarantini
17 A Ukra
28 A Del Valle
9 A Hassan
Banco de suplentes:
(#) Pos. Nome
93 GR Ederson
10 M Diego Lopes
25 D Roderick
14 M Vilas Boas
30 M Wakaso
11 A Bressan
13 A Boateng
Treinador: Pedro Martins
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Abelha

Eu posso realmente ficar a tarde toda. Até que ela compreenda que..., até que ela me deixe, me deixe entrar na colmeia onde a abelha-mestra se acha sem valor,... vai uma distância que talvez consiga medir numa tarde. E a tarde não parece ter mais que oferecer que uma demanda pela a resolução final de que não é a cintura de vespa que procuro nela, mas a atitude melosa da abelha.
Sem querer, foi sem querer, posso pelo menos jurar isso para mim mesmo. Queria chutar, com o indicador, a catota que tinha acabado de sacar. A catota saiu meia seca da minha cavidade nasal, o que regra geral é sinal de que tenho o muco em ponto de rebuçado. "AHH que maravilha" pensei.
"O que acontece à catota chutada?", a pergunta é transversal a toda a minha existência. Na minha mente pego no marcador de álcool, e vestido com um blazer tweed por cima do pijama dirijo-me até um quadro branco. Com Deus como plateia, formulo as bases para aquilo que, a ser provado, será bem mais importante que qualquer Teorema de Fermat. De costas para Ele rabisco no quadro de forma espalhafatosa e categórica. Acabo, olho para a palavra "catota" e fico sem saber se leva ou não acento no "ó"... que me faz pensar se sou ou não Bom Português. Não ponho o acento, a Carla Trafaria que apareça aqui no meu sonho e me explico se quiser. Com uma cor de bom contraste leio novamente a frase que acabei de formular e deixo-a à consideração da plateia: "Porque é que as catotas desaparecem para sempre após serem chutadas, enquanto que, quando são colocadas, gentilmente, numa superfície perduram para a eternidade?"
Volto a mim, está na hora do ensaio prático. Deitado no sofá, raspo a "maravilhosa catota" do indicador para o polegar, e agora com ela na pista chuto-a em direção à porta da sala com toda a força.
"Foi sem querer", jurei eu a mim mesmo. A catota acerta na testa da minha mulher que ia a entrar na sala com um alguidar de roupa lavada pronta a estender.
Sei que devo ter aberto muito os olhos, em panico. Porque ela olhou para mim e disse: "Olha que bela porcaria, Alfredo!". Fiquei mudo. "Eu não te disse já para fechares a porta da varanda depois de ires fumar?! Acabei de levar com um qualquer moscardo na testa. Fecha o raio da porta!" e com a frase imperativa eu, a modos que, relaxei.
Levantei-me de pronto e disse-lhe com laivos de super-anti-heroi: "Eu vou fechar, mas não tens que falar assim comigo...um pouco mais de mel por favor".
Ela sai da sala, com o alguidar nas mãos e esquecida do que me ia realmente dizer, rabujando na língua de rabujence, da qual só consegui perceber: "...é que nem quietinho ficas bem, palavra de honra... qualquer dia aqui da abelha só há-de restar o ferrão...porque é que eu casei contigo...podia estar rica a beber martinis e estou flácida a estender roupa..."
Deito-me novamente no sofá. Na minha cabeça, volto para a sala de aula, com o blazer tweed e neste caso é Ela a audiência. Reparo na maçã encima da secretária, mas não adereço tal facto. Dirijo-me ao quadro, onde escrevinho com uma cor de bom contraste: "to bee or not to bee? Um estudo sobre o impacto do mel e da ferrada no quotidiano de um casal de meio idade". Dou dois passos atrás, meia volta, lanço-lhe um olhar terno que decai para um olhar lascivo, agarro na maçã e dou-lhe uma trinca.
"Alfreeeeeeedo...Não queres pelo menos vir dar-me as molas??" grita ela em plena sala de aula.
Acordo do transe, e em modo super-anti-herói lá vou eu mais uma vez salvar o dia.
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Match Thread: SL Benfica vs. Tottenham Hotspur FC

Match Thread: SL Benfica vs. Tottenham Hotspur FC
UEFA Europa League 2013/2014: Oitavos-de-final, Segunda mão (Primeira mão: 3-1)
Sport Lisboa e Benfica vs. Tottenham Hotspur Football Club
Horário: Quinta-feira, 20 de Março de 2014, 19.00CET (18.00 Hora local)
Local: Estádio do Sport Lisboa e Benfica - Lisboa
Árbitro: Damir Skomina (SVN). Árbitros assistentes: Bojan Ul (SVN), Gianluca Cariolato (ITA). Árbitros assistentes adicionais: Slavko Vinčić (SVN), Roberto Ponis (SVN). Quarto árbitro: Jure Praprotnik (SVN). Delegado da UEFA: Dumitru Mihalache (ROU). Observador: Juan Antonio Fernandez Marin (ESP).
Televisão:
Rádio:
Antevisão
  • O SL Benfica pode dar mais um passo rumo à segunda final consecutiva da UEFA Europa League se voltar a levar a melhor sobre o Tottenham Hotspur FC, isto depois do convincente triunfo por 3-1 conseguido em Londres na primeira mão.
  • Um golo de Rodrigo (30) e dois de Luisão (58 e 84), entre o tento de Christian Eriksen (64), permitiram ao Benfica infligir a maior derrota europeia de sempre ao Tottenham em White Hart Lane. O conjunto de Londres já tinha perdido um jogo das competições europeias em casa por dois golos de diferença, mas o encontro com o FC Luzern na Taça Intertoto de 1995 foi disputado em Brighton.
Encontros anteriores
  • O Benfica, então dirigido por Béla Guttman, levou a melhor sobre o Tottenham de Billy Nicholson na Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961/62, a caminho do triunfo sobre o Real Madrid CF na final, por 5-3. O Benfica venceu por 3-1 em casa e assumiu a liderança no jogo da segunda mão, apurando-se para o jogo decisivo apesar de, nessa noite, ter perdido por 2-1.
  • As equipas no Estádio da Luz, a 21 de Março de 1962, foram as seguintes: Benfica: Costa Pereira, Mário João , Ângelo Martins, Cavém , Fernando Cruz, Germano, José Augusto, Águas, Coluna, Eusébio, António Simões. Tottenham: Brown, Baker, Henry, Norman, Blanchflower, Greaves, Mackay, Marchi, Jones, Smith, White.
Retrospectiva
  • O Tottenham nunca conseguiu a reviravolta depois de perder em casa na primeira mão de uma eliminatória europeia. A ocasião em que esteve mais próximo foi depois de perder por 1-0 na recepção ao PSV Eindhoven, nesta mesma ronda da Taça UEFA de 2006/07, quando foi vencer por 1-0 à Holanda, mas acabou por ser eliminado no desempate por penalties.
  • O Benfica efectuou 33 jogos frente a equipas inglesas nas provas da UEFA, incluindo a final da UEFA Europa League da época passada, em Amesterdão, perdida por 2-1 frente ao Chelsea FC. O registo dos "encarnados" nestes jogos é de 11V 5E 17D (7V 3E 5D em Lisboa). Os "encarnados" foram batidos na final da Taça dos Campeões de 1968, por 4-1, frente ao Manchester United FC, no terreno neutro de Wembley.
  • O Tottenham disputou 11 jogos com equipas portuguesas nas competições europeias, tendo somado 7V 1E 3D (2V 1E 2D em Portugal).
  • O Benfica não perde há dez jogos em casa nas competições europeias (9V 1E) desde que foi batido pelo FC Barcelona, por 2-0, na fase de grupos da UEFA Champions League, a 2 de Outubro de 2012. A equipa de Jorge Jesus ainda não perdeu qualquer dos 16 jogos (15V 1 E) disputados em casa na UEFA Europa League desde que a competição foi rebaptizada em 2009.
  • O Tottenham venceu os quatro jogos como visitante na UEFA Europa League de 2013/14, antes de perder 1-0 no terreno do FC Dnipro Dnipropetrovsk na primeira mão dos 16 avos-de-final.
  • Após ter-se apurado para os 16 avos-de-final proveniente da fase de grupos da UEFA Champions League, o Benfica ambiciona chegar à final pela segunda época consecutiva.
  • O Tottenham afastou o FC Internazionale Milano, devido aos golos marcados fora de casa, nesta fase da competição na época passada. Os ingleses foram eliminados nos quartos-de-final pelo FC Basel 1893, no desempate por grandes penalidades.
Factos da equipa
  • Miralem Sulejmani, do Benfica, jogou com o defesa Jan Vertonghen (2008-12) e o médio Christian Eriksen (2010-13), do Tottenham, no AFC Ajax.
  • O ponta-de-lança dos "spurs", Emmanuel Adebayor, e o defesa do Benfica, Ezequiel Garay, foram companheiros de equipa durante um breve período no Real Madrid na Primavera de 2011, quando Adebayor estava emprestado pelo Manchester City FC.
  • Eduardo Salvio, do Benfica, voltou a juntar-se a Ola Toivonen na liderança da lista dos jogadores com mais presenças na UEFA Europa League, ao fazer o 36º jogo na competição no triunfo por 3-0 sobre o FC PAOK, na segunda mão dos 16 avos-de-final. Foi também o 50º encontro do jogador argentino nas provas da UEFA.
  • O avançado Lima, do Benfica, disputou o 50º jogo nas competições europeias de clubes na primeira mão, em White Hart Lane.
  • O Tottenham (1972, 1984) é um dos seis anteriores vencedores da Taça UEFA/UEFA Europa League ainda em prova, ao lado de Sevilla FC (2006, 2007), Valencia CF (2004), SSC Napoli (1989), FC Porto (2003, 2011) e Juventus (1977, 1990, 1993), cujo estádio acolhe a final.
  • O FC Salzburg e o Tottenham foram as equipas mais concretizadoras da fase de grupos com 15 golos cada. Tottenham, Ludogorets Razgrad e Real Betis Balompié apresentaram as melhores defesas da fase de grupos, cada uma com apenas dois golos sofridos.
  • O Tottenham e o Salzburgo foram os únicos clubes que passaram a fase de grupos com registo 100 por cento perfeito. Apenas outras três equipas venceram todos os jogos da fase de grupos desde a criação da UEFA Europa League: Salzburgo (2009/10), FC Zenit (2010/11) e RSC Anderlecht (2011/12).
  • O guarda-redes do Tottenham, Brad Friedel, tornou-se no jogador mais velho a participar na UEFA Europa League ao alinhar na quarta jornada frente ao FC Sheriff. Desapossou outro guardião, Sander Boschker, do FC Twente, ao entrar em campo com 42 anos e 173 dias – 140 dias mais velho do que Boschker. Tinha 42 anos e 278 dias quando defrontou o Dnipro na primeira mão dos 16 avos-de-final.
  • O Benfica igualou um marco na UEFA Europa League quando conseguiu a décima vitória consecutiva em casa, pois o triunfo por 3-0 sobre o PAOK nos 16 avos-de-final permitiu-lhe igualar o recorde do Club Atlético de Madrid e prolongar a sequência iniciada a 1 de Abril de 2010. Esse resultado terminou também com a série recorde do PAOK de nove jogos consecutivos sem perder fora.
Informação dos treinadores
  • O treinador do Benfica, Jorge Jesus, seguiu as pisadas do seu pai, Virgolino de Jesus, ao assinar pelas camadas jovens do Sporting Clube de Portugal e, como médio, passou por várias equipas antes de se tornar treinador. Dirigiu vários clubes até assumir o comando técnico do Benfica em Junho de 2009, após guiar o SC Braga aos oitavos-de-final da Taça UEFA de 2008/09. Levou o Benfica ao título na primeira temporada no cargo e à final da UEFA Europa League da época passada.
  • O Tottenham demitiu o treinador André Villas-Boas após o fim da fase de grupos. Tim Sherwood, antigo médio do clube, assumiu o cargo a título temporário, mais tarde aceitando um contrato de 18 meses para liderar o emblema londrino até 2015. Vencedor da Premier League ao serviço do Blackburn, em 1994/95, o médio, três vezes internacional pela Inglaterra, faz parte do quadro de treinadores dos "spurs" desde 2008.
Desempates por penalties
  • O registo do Benfica em desempates por penalties nas provas da UEFA é de uma vitória e uma derrota:
  • 4-1 (casa) v PAOK, segunda eliminatória da edição 1999/2000 da Taça UEFA
  • 5-6 (campo neutro) v PSV Eindhoven, final da edição 1987/88 da Taça dos Clubes Campeões Europeus
  • O registo dos "spurs" em desempates por penalties nas provas da UEFA é de uma vitória e duas derrotas:
  • 1-4 (fora) v FC Basel 1893, quartos-de-final da edição 2012/13 da UEFA Europa League
  • 5-6 (fora) v PSV Eindhoven, Oitavos-de-final da edição 2006/07 da Taça UEFA
  • 4-3 (casa) v RSC Anderlecht, segunda mão da final da edição 1983/84 da Taça UEFA
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XI inicial:
(#) Pos. Nome
41 GR Oblak
14 DD Maxi Pereira
4 DC Luisão(C)
24 DC Garay
16 DE Siqueira
18 MD Salvio
6 MC Rúben Amorim
30 MC André Gomes
8 ME Sulejmani
10 A Djuričić
7 A Óscar Cardozo
Banco de suplentes
(#) Pos. Nome
13 GR Paulo Lopes
34 DD André Almeida
33 DC Jardel
35 MC Enzo Pérez
50 A L. Marković
19 A Rodrigo
11 A Lima
Treinador: Jorge Jesus
Tottenham Hotspur Football Club
XI inicial:
(#) Pos. Nome
24 GR Friedel
16 DD Naughton
35 DC Fryers
30 DC Sandro
3 DE Rose
22 MC G. Sigurdsson
42 MC Bentaleb
7 ED Lennon(C)
21 MC Chadli
17 EE Townsend
9 A Soldado
Banco de suplentes
(#) Pos. Nome
56 GR Archer
51 D Veljković
63 D Ogilvie
64 M D. Ball
62 M Winks
23 MC Christian Eriksen
37 A Herry Kane
Treinador: Tim Sherwood
Incidências:
0': XI do SL Benfica: Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Garay, Siqueira, Rúben Amorim, Sulejmani, Djuričić, André Gomes, Óscar Cardozo e Salvio.
0': Banco de suplentes do SL Benfica: Paulo Lopes, Jardel, André Almeida, Enzo Pérez, Lima, Rodrigo e Marković.
0': XI inicial do Tottenham Hotspur FC: Friedel, Naughton, Fryers, Rose, Lennon, Townsend, Chadli, Sigurdsson, Sandro, Bentaleb e Soldado.
0': Banco de suplentes do Tottenham Hotspur FC: Archer, Veljković, Ogilvie, Ball, Eriksen, Winks e Kane.
0': O árbitro esloveno Damir Skomina apita e começa o Sport Lisboa e Benfica vs. Tottenham Hotspur Football Club! Posse de bola para o Benfica.
10': Luisão (Benfica) vê o cartão amarelo.
34': Golo de Garay (Benfica)! 1-0 (4-1)! O central aparece sozinho à entrada da pequena área e cabeceia de forma fulminante para o golo inaugural.
34': Vídeo do golo de Garay
45': O árbitro apita para o intervalo. Sport Lisboa e Benfica 1-0 (4-1) Tottenham Hotspur Football Club. (Garay 34').
45': Começa a segunda parte. Posse de bola para o Tottenham.
45': Não se registaram alterações ao intervalo.
71': Pérez (entra) - Djuričić (sai) (Benfica)
71': H. Kane (entra) - Soldado (sai) (Tottenham)
76': Lima (entra) - Óscar Cardozo (sai) (Benfica)
76': Eriksen (entra) - Townsend (sai) (Tottenham)
78': Golo de Chadli (Tottenham)! 1-1 (4-2)! Desta vez o médio-ofensivo, em posição idêntica, não perdoa, rematando forte e colocado, sem hipóteses para Oblak. Assistência de H. Kane.
78': Vídeo do golo de Chadli
79': Golo de Chadli (Tottenham)! 1-2 (4-3)! O médio aproveita uma bola amortecida por Sigurdsson e bisa na partida. Assistência de Eriksen.
79': Vídeo do golo de Chadli
90': Mais três minutos de compensação.
90': Pérez (Benfica) vê o cartão amarelo. O jogador argentino vai falhar o próximo jogo da sua equipa.
90+1': Cartão amarelo para Naughton (Tottenham).
90+2': L. Marković (entra) - Sulejmani (sai) (Benfica)
90+4': Sandro (Tottenham) comete penalty por falta sobre Lima (Benfica).
90+5': Lima (Benfica) converte o penalty! 2-2 (5-3)! O ponta-de-lança engana Friedel e faz o empate, acabando com o nervosismo nas hostes "encarnadas".
90+5': Vídeo do golo de Lima
90+5': O árbitro apita para o final do jogo! Sport Lisboa e Benfica 2-2 (5-3) Tottenham Hotspur Football Club. (Garay 34', Lima 90+5'; Chadli 78', 79').
90+5': O Benfica sofreu um susto depois de dois golos de Chadli em dois minutos terem relançado a eliminatória, castigando o relaxamento dos anfitriões, só que uma boa intervenção de Oblak e um penalty de Lima, à beira do fim, desfizeram as dúvidas em relação a quem vai estar presente nos quartos-de-final. Menção para a reacção do Tottenham, que deixa a prova de cabeça erguida, após um esforço meritório no segundo jogo.
90+5': Garay, defesa do Benfica: "Foi um jogo muito físico, mas felizmente, conseguimos assegurar a passagem à próxima fase. Sabíamos que nos aguardava um jogo complicado mas mostrámos que estávamos preparados para qualquer eventualidade".
90+5': Lima, avançado do Benfica: "O Tottenham tem uma excelente equipa e pode marcar em qualquer estádio. Conseguiram marcar dois golos no Estádio da Luz e isso faz parte do jogo. Jogaram fechados a maior parte do tempo, tentando explorar o contra-ataque. Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil mas o mais importante foi mesmo o apuramento para a fase seguinte. Estamos em todas as frentes e vamos tentar manter o nosso nível. É verdade que controlámos a maior parte do jogo mas o Tottenham tem excelentes jogadores e conseguiram colocar-se na frente o marcador. Ainda assim conseguimos reagir e chegámos ao empate. É importante continuarmos sem derrotas em casa. Tentei aproveitar da melhor forma os minutos em que estive em campo e felizmente as coisas correram-me bem. Estive no lance que deu origem à grande penalidade e depois tive a felicidade de converter o castigo máximo. Ainda assim devo enaltecer o colectivo, num jogo em que alinharam jogadores que não costumam jogar com tanta regularidade e que deram uma excelente resposta. No que toca ao sorteio não há favoritos. Não podemos olhar para os nomes. Temos apenas de pensar jogo a jogo e permanecermos focados."
90+5': Estatísticas do jogo
SL Benfica Indicador Tottenham HFC
2 Golos marcados 2
55 Posse de bola(%) 45
8 Total de tentativas 10
3 Remates à baliza 5
3 Remates para fora 2
2 Remates defendidos 3
0 Remates nos postes 0
6 Cantos 5
3 Foras-de-jogo 3
2 Cartões amarelos 1
0 Cartões vermelhos 0
12 Faltas cometidas 3
3 Faltas sofridas 11
504 Passes tentados 397
434 Passes completos 311
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Formigamento crônico na cabeça e outras áreas do corpo é, por vezes, um sintoma precoce de esclerose múltipla (EM) em algumas pessoas. A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central, onde eventualmente pode causar danos aos próprios nervos ou ficar permanentemente danificado. Introdução. As fraturas da cabeça e do colo do rádio correspondem a 1,7% a 5,4% de todas as fraturas, quase 33% das fratura de cotovelo e praticamente 30% apresentam lesões associadas. 1 A incidência de lesões associadas aumenta conforme a gravidade da fratura, varia de 20% nos casos de fraturas sem desvios até 80% em fraturas multifragmentares.1, 2 Rosto em perfil é o mesmo que desenhar a cabeça “de lado”, e pra isso, nós também vamos usar o mesmo esquema de medir usando o tamanho do olho (e sem régua!!!) Uma coisa que não mostrei ainda é como eu meço o tamanho do olho usando o lápis. Nós vamos usar a ponta do lápis e o seu dedo indicador, como se fossem um compasso. Mas vale salientar que curvaturas muito exageradas podem ser indicador de algumas doenças, se isso for o caso do seu parceiro, oriente-o a buscar ajuda médica. 2. Tem surpresa reservada embaixo do Pênis Encapuzado! Quando o cara tem essa capinha sobre a cabeça é sinal de que ele não foi circuncidado. A neoplasia da cabeça do pâncreas tem como pilar central do seu tratamento a ressecção cirúrgica. Somente essa medida possibilita uma chance potencial de cura. Todavia, tendo em vista que a sobrevida média após uma ressecção isolada é de 11-20 meses, evidencia-se a necessidade de um tratamento multimodal. ...

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