Teresa Marinovic revela la situación privilegiada de los empleados públicos que no quieren salir a trabajar: ninguno ha perdido el empleo a raíz la pandemia, ni se les ha bajado el sueldo, que en promedio es mucho mayor que en el sector privado.
El gigante de la sanidad privada en España Fresenius aumentó sus ingresos en 21,1 millones de euros en nuestro país con sobornos. Información privilegiada de concursos públicos o derivación de pacientes a sus centros, otras de sus prácticas. (@JesusCintora)
Le he dado demasiadas vueltas a este momento... ¿cuándo seré verdaderamente capaz para confrontar mis miedos y por fin terminar con mi yugo de silencio? No hay valentía que alcance, estoy temblando al redactar estas líneas. Me dirijo primero a mí, a esa niña que creció en esta iglesia a la que mis padres pertenecieron, la que me inculcaron con amor, donde conocí a mis mejores amigas, mis hermanas del alma; donde fui feliz mientras ayudaba a mi encargada de niñas, donde me paraba a cantar cada jueves sin falta, siempre llena de emoción. Crecí en Hermosa Provincia, llena de "bendiciones". Recuerdo tantos momentos al ver al Siervo de Dios, creyendo, sintiendo, viviendo lo que hasta ese momento pensaba era todo en el mundo. ¿Imaginas el privilegio de ser elegida entre miles de niñas de tu edad para bailar el día del padre frente al hermano Samuel? Y así comenzó todo... Cumplí 14, me bauticé, recibí el espíritu santo y fui más feliz aun. Mi madre me instruía con esmero el ánimo de servicio, todo siempre debía ir enfocado a agradar al SDD. Era invitada a servir con frecuencia, una de las privilegiadas, de las muy pocas en entrar con libertad a Jericó y Casa Grande. Los baialbles cada vez más privados, las reuniones más íntimas, los vestuarios más provocativos, las "bendecidas" cada vez más selectas. Así llegó el día que marcó mi vida para siempre: Después de servir un 10 de mayo en el jardín de Jericó, teniendo 15 años, mi "groomer" Eunice Victorín, me pide que no me retire que el Siervo de Dios quiere verme. ¡¡¡ Te imaginas mi emoción!!! Se me lleva a una habitación bajo el gimnasio donde me esperaba en su cama, él en ropa interior, yo debía desnudarme y llevarle el café. Mi mundo se calló a pedazos. El ser "santo" al que más admiraba, amaba, en el que creí como Ungido de Jehová, deseaba saciar conmigo sus más bajos instintos. Temblé a cada momento, estaba en shock, no me penetró, pero no hacía falta, me había destrozado en todas las maneras posibles. Con sólo besarme y meter su lengua en mi garganta, tocar mis senos, mis virginales senos, todo estaba destruido. Mi niña: NO ES TU CULPA, NI DE TUS PADRES, NI DE LA IGLESIA, tú eras inocente, pura. Se aprovecharon de tu amor auténtico, de tu fe, de tu devoción por un hombre al que te hicieron creer es el "Enviado de Dios". Por primera vez en más de 20 años me atrevo a romper mis cadenas de silencio. Lo hago en este espacio porque se que muchos de mis hermanos LLDM siguen sin creer en los asquerosos actos de los que ha sido capaz NJG, ¡¿¿¡¡y cómo creerlo¡¡?? Si sólo ha sido una mínima fracción de la iglesia la que ha sido testiga. Porque así como lo hizo Naasón, lo hizo Samuel y seguramente lo hizo Aarón.
Tenho 17 anos e desde os 12 eu simplesmente não vejo motivos pelos quais continuar. Há muitos anos que venho tendo muitos problemas emocionais e familiares, a maior parte da minha infância foi em um ambiente extremamente perturbado, em que meus pais brigavam o tempo todo. Meus irmãos, me batiam muito e me tratavam extremamente mal, só se referiam a mim como "demônio", eles fazem isso até hoje, não me lembro da última vez que me chamaram pelo nome ou algo próximo disso, mas atualmente não me incomodo, aprendi a lidar. Meu irmão já chegou a quebrar meu dente duas vezes, sem ao menos receber um castigo dos meus pais. Minha mãe sempre foi muito protetora, mais exclusivamente com eles, que são dois rapazes, 1 ano mais velhos e gêmeos, os favoritos dela. Nunca deixei de receber amor da minha mãe ou algo do tipo, mas sempre achei meio evidente a preferência dela, por outro lado, meu pai vai mais com a minha cara. Ele tentou várias vezes corrigir meus irmãos, na base da conversa, mas não adiantou muito, fico feliz por ele pelo menos tentar me defender. Dos 7 aos 12 anos, lembro que eu tinha muitos surtos por causa dos meus irmãos, eu já tentei ser legal, entender o ponto deles, ser como eles mas nunca consegui entender o ódio que eles sentem por mim, resolvi me afastar por conta disto, isolada no meu quarto, vivendo de jogos onlines, evitando o máximo de contato que podia. Funcionou por um determinado tempo, até eles descobrirem que podiam bater e chutar a minha porta ou gritar e surrar minha janela, apenas para me deixar mal ou me incomodar, era como o objetivo de vida deles, tranformar a minha em um total inferno. Houve algumas vezes que alguns amigos deles se interessaram um pouco por mim, e alguns amigos meus também, e com isso em mente eles iriam pedir dicas para meus irmãos de "como ficar comigo" ou do que eu gostava, e a sua genérica resposta era "pode estrupar, eu deixo". Até esse ponto vocês já entenderam, citei alguns exemplos do quão horríveis e nojentos eles já foram comigo e não falarei muito além disso porque esse desabafo viraria um livro. Com o passar dos anos as coisas parecem terem dado uma tranquilizada, meus pais ainda brigam, meus irmãos ainda são infernais, com uma frequência menor, mas agora passaram a atormentar não só a mim, mas como os meus pais, já idosos, mentalmente e financeiramente. Estamos em um período difícil, meu pai é aposentado e minha mãe desempregada, eu sou menor aprendiz e ganho pouco, faço alguns freelas como ilustradora, ajudo como posso, mas eles, nunca nem sequer levantaram 1 dedo para procurar um emprego ou lavar o próprio prato em que comem, deixam tudo para mim, minha mãe e meu pai. Além de não ajudar eles ATRAPALHAM, eles reclamam de tudo, da comida, da casa, roupas, etc. Nunca passamos fome, comemos bem, mas não é comum termos coisas gostosas para comer regurlamente, como um sorvete, bombons, e variados, e quando têm, eles simplesmente devoram sem ao menos se preocupar se o resto da casa já comeu ou vai comer. Tudo do bom e do melhor sempre foi dado preferencialmente a eles, que nunca ajudaram ou ajudam em algo, enquanto eu, fico com migalhas. Eles receberam 4 notebooks novos e quebraram 3 no período de UM ANO, e eu depois de insistir muito consegui o meu usado que dura até hoje. Nunca gostei de pedir dinheiro aos meus pais e isso nunca foi um costume meu, sempre achei nossa família privilegiada de um certo modo, mas meus irmãos pedem demais e cobram demais por não fazerem nada. Quando vim escrever esse desabafo eu nem pretendia mencionar meus irmãos, eu queria falar sobre quando me sinto vazia e sem esperanças de algo melhor, já que meu objetivo era sair de casa assim que fizesse 18, para me livrar desse inferno, e agora que isto está tão próximo de acontecer, eu não me vejo com um objetivo em mente, pra mim tudo que eu tenho aqui é muito bom, eu amo esse lugar, mas eu não posso surportar mais. Me dói saber que estarei deixando quase tudo que gosto, principalmente meus pais, meu quarto e minha gata, a vista da minha janela, os dias frios, em busca de um futuro melhor pra mim em um lugar distante, não posso perder essa oportunidade. Quero poder continuar ajudando meus pais pois sei o quão difícil meus irmãos são. Quero finalmente poder ir em busca de ajuda psicológica para mim, pois ainda carrego muitos traumas. Quero que o exército chame meus irmãos após o alistamento obrigatório, para pelo menos meus pais ficarem tranquilos por um período e quem sabe eles voltarem de lá um pouco melhores. Quero saber o que cursar, do que eu gosto de fazer. Eu desenho e isso me deixava feliz por um período, eu conseguia me expressar bem e ficar feliz com o resultado, mas isso não acontece mais, tudo ficou tão sem cor. Nada mais me motiva, nada me interessa, nada me faz querer levantar da cama e querer melhorar, queria saber qual profissão seguir, algo que eu goste de fazer quando tudo isso passar. Acordo com "hoje eu consigo fazer esse dia ser melhor", mas nunca consigo, não consigo ser mais produtiva, criativa, energética... Sempre guardei minhas esperanças para as pequenas coisas, mas me falta muito dela. Não sinto mais vontade de levantar da cama. Estou extremamente cansada, psicologicamente e fisicamente. Me sinto assim há um bom tempo, triste e sem esperanças. Não acho que muitas pessoas irão ler este desabafo, pois ele ficou longo e acho que meu problema é pequeno comparado com os outros. Me desculpem qualquer erro gramatical, não tenho aula desde o início do ano e está difícil exercitar minha escrita.
El juez sobre los Pujol: propone juzgar a todos sus miembros por formar una organización criminal.
propone juzgar a todos sus miembros por formar una organización criminal que, aprovechando su posición privilegiada de ascendencia en la vida política, social y económica catalana durante décadas, acumuló un patrimonio desmedido directamente relacionado con actividades corruptas. Y no es el mismo caso que el de otra familia que ha dado de que hablar recientemente? https://www.elperiodico.com/es/politica/20200716/juez-propone-juzgar-pujol-organizacion-criminal-corrupcion-8042745
A quarentena está finalmente me ajudando a vencer o vício do pornô (e em partes o da masturbação)
Eu sempre consumi muito e me masturbei muito desde sei lá, 12 anos? Desde então, sempre tentei parar - mas nunca consegui de fato. Isso sempre atrapalhou as poucas vezes que fiz sexo, como também é uma puta de uma perda de tempo. Desde 2018 eu estou "ativamente" tentando me livrar dessas coisas, e contrário ao que imaginava, a quarentena tá é me ajudando - obviamente porque estou numa posição privilegiada de poder trabalhar de casa sem redução de salário (pelo contrário, ganhei até aumento), nem nada do tipo. Essa calmaria pela qual estou passando faz com que eu consiga me focar bastante em outras coisas, como por exemplo, começar a aprender a desenhar, que é algo que eu sempre quis. Já se fazem 4 dias que estou limpo de pornografia - onde nesses 4 dias, eu só me masturbei acho que 2 vezes, sem precisar assistir nada. Obviamente você imagina as coisas né, ninguém fica de pau duro sem ter nada sexual na cabeça, mas aí acho que é completamente saudável. Só estou cedendo à tentação da masturbação quando dá aquele blueballs foda, pq na minha experiência é a única coisa que alivia hahaha. Mas como uma vez eu li aqui nesse sub: masturbação não é um problema, porno é. Se eu pudesse aconselhar pessoas mais novas desse sub (tenho 23), não caiam nessa. Claro: ninguém é santo ou de ferro, você vai procurar e encontrar conteúdo adulto e de fato você deve experienciar ele de alguma forma, mas tente se atentar quando o consumo sai de ser algo esporádico pra se tornar assíduo, onde você vai se encontrar assistindo pornografia toda vez que vai no banheiro ou deita pra dormir. Perceba antes de mim que isso NÃO é saudável. Torço pra que de alguma maneira vocês também estejam aproveitando a quarentena e é claro, fica meus pêsames para aqueles que tiveram perdas de emprego, de pessoas, de oportunidades. Que seus corações sejam confortados por Deus, pelo tempo, pelo universo; e que tudo isso passe logo. Amém.
Três vacinas em testes simultaneamente no Brasil. O Ministério da Saúde deveria coordenar a comparação dos resultados das 3 vacinas?
Em entrevista na GloboNews o Dr. Miguel Nicolelis (neurocientista) relatou que por estarmos numa posição privilegiada de termos 3 vacinas em testes simultâneos no país, que deveria haver um agente (ele citou o Ministério da Saúde) coordenando a comparação dos resultados dessas 3 vacinas, permitindo uma melhor percepção da eficacia de cada uma delas, além de outros aspector. Alguém sabe informar se isso é possível, e se está sendo realizado, e por fim se realmente é importante de ser feito?
Hola! Estoy averiguando para volver a la facultad por razones personales. Estoy mas cerca de los 30 que de los 20 y tengo 7 años de experiencia como desarrollador MERN stack, orientado al front end y actualmente trabajando en una empresa privada, bastante feliz con mi rol y sueldo. Doy ese contexto porque mi consulta es respecto al ITBA, si se recomienda para una persona ya adentrada en el ambito profesional que quiere pulir conocimientos con educacion "formal"(lo digo asi porque tengo 50mil cursos encima ya), o si recomendarian otra facultad como la UTN o la UBA. La verdad es que en la UBA me la baja mucho el CBC. Yo quiero meter las materias que me interesan priorizar por temas de aprendizaje, pero tambien me coparia ser ingeniero en algun momento. Mi punto de vista es que voy a intentar llegar a los 35 igual, y ademas llegar siendo ingeniero seria un plus (de nuevo, personal). Estuve averiguando por UBAXXI pero o soy muy malo googleando (y argumento que googlear es el 75% de mi expertise laboral asi que te discuto a muerte que no) o la informacion esta presentada medio para el orto, porque por lo que entiendo estoy obligado a haber realizado 6 meses de CBC para poder hacer la version online, y es imposible rendir libre o de una sin esos 6 meses. Eso me clavaria un año mas y a esta altura de mi vida me da bastante paja. Por favor corrijanme y bardeen mi falta de conocimiento con total confianza. Esto me hizo pensar en la UTN, la cual es la que mas me "agrada" por el momento. Podrian confirmar que no tengo un periodo de nivelacion tipo CBC y podria anotarme en las materias de una? Ademas me hace un poco de ruido el plan de estudios. Puede que apunte directamente a otro tipo de carrera o plano laboral, pero parece bastante desactualizado (y me puedo estar equivocando, obviamente, ya que cosas como Matematicas no va a cambiar en bastante tiempo). Por ultimo, mi duda mas grande es con el ITBA. Es posta que el ITBA te hace firmar un contrato de "exclusividad" que no te permite estudiar y trabajar los primeros tres años? Y cuanto esta el arancel aproximadamente para ingenieria informatica? Voy a admitir que en mi rol actual tengo la posicion privilegiada de no ser tan afectado por inflacion (sueldo en moneda extranjera) y por ende poder invertir cantidades mas fuertes de pesos en servicios que yo opine son beneficiosos par mi crecimiento personal, pero tampoco voy a sacrificar una inversion estupidamente alta para ver matematica uno con itbabois. Igual eso es lo de menos. El dealbreaker es ese convenio que me impide laburar supuestamente. Eso si me cortaria las piernas, pero me sonaba muy irreal asi que quiero confirmar si es tan asi (en la pagina del ITBA y el contrato que te hacen firmar antes de presentarte a las entrevistas no indican nada de esto). Desde ya, muchas gracias y bardeen con confianza cualquier pelotudes que pude haber dicho o pensado. Y si piensan alguna otra opcion (no UADE, no Da Vinci) por favor ofrezcanlas. Tambien soy abierto a dar mis argumentos de por que no prefiero esas dos opciones si a alguien le interesa saberlos. Perdon la falta de tildes y si me comi alguna ñ, teclado ingles, pc nueva y paja.
Moro está se tornando a figura pública mais importante do Brasil contemporâneo
Título. Diante de toda esta pataquada esquerdóide o nome de Moro só cresce. Não só o cara prendeu o maior corrupto que este país já viu mas expôs tudo o que seus asseclas são capazes de fazer para tomar o poder (de facada em opositor político a roubo de informação privilegiada de funcionários públicos). Se este país algum dia se tornar uma Nação de fato (e não uma republiqueta remendada apenas para atender aos interesses de oligarcas e latifundiários corruptos) pode ter certeza que o Moro (e a força-tarefa da Lava Jato) foi o turning point para que isto acontecesse.
Quizás tienes el objetivo de ser millonario y te estás preguntando ¿cómo lograrlo? Existen claros lineamientos a seguir que pueden convertirte en una persona millonaria y hacer realidad todos tus sueños financieros. https://preview.redd.it/1pzrd222mws41.jpg?width=800&format=pjpg&auto=webp&s=967083700b5ce07c27dd52e52fc2333240024fb2 Para ser millonario tienes que tomar la decisión de vivir en la prosperidad. Las personas millonarias en su inmensa mayoría tomaron la firme decisión de vivir en la prosperidad, se dijeron a sí mismos “me propongo construir una gran fortuna”, “he decidido ser millonario y haré todo lo necesario para cumplir mis sueños”, “no acepto vivir en la escasez, mi única opción es una gran riqueza”, etcétera. Con esas ideas en mente, trabajaron con disciplina para que sus deseos se hicieran realidad. La decisión de ser una persona que goza de una enorme prosperidad implica muchas cosas, obviamente no basta con decirlo, hay que cambiar de manera radical la forma de pensar, sentir y actuar para que los objetivos financieros puedan cumplirse. Los pasos para ser millonario:
Atreverse a tener altas expectativas:
Las altas expectativas son un requisito esencial para ser millonario. Tienes que creer que en verdad lo conseguirás, a pesar que el punto de partida sea muy negativo. Aférrate a la idea que te volverás millonario, así sembrarás en tu interior las semillas que te darán la motivación diaria para ejecutar las acciones que te lleven a los buenos resultados financieros. A través del programa VISUALIZACIÓN CREATIVA, escucharás una serie de sonidos que te permitirán un acceso a tu mente profunda y estarás en la posición privilegiada de cambiar el rumbo de tu vida. En el momento en que estás relajado, solo imagina que tu sueño de ser inmensamente millonario ya se cumplió. Repite estos ensayos todos los días sin excepción y más adelante quedarás sorprendido, porque comprobarás que el mundo es pura imaginación y aquello en lo cual te concentraste será toda una realidad. Tu sueño de riqueza se habrá cumplido.
Establece el plan para volverte millonario:
Ser millonario es un objetivo como cualquier otro, solo que lleva una gran cantidad de pasos y lo más seguro se necesiten años de perseverancia. ¿Cómo debe ser el plan para volverte millonario? Define los proyectos que te aportarán una gran riqueza. Por ejemplo, una persona apasionada por la repostería puede cumplir el sueño de volverse millonaria a través de los productos de pastelería. Una visión ambiciosa puede ser “tener 50 tiendas en todo el país”. o “tener 4000 tiendas alrededor del mundo”, etc. Puede lograrse si se trabaja con orden, disciplina, amor y una gran entrega. Abrir 4000 tiendas alrededor del mundo quizás requiera miles de pasos, lo importante es que HOY comiences a dar los primeros pasos.
Aporta algo diferenciado que te haga crecer financieramente:
Observa algunas empresas exitosas como Facebook, Mercedes Benz, Samsung, Apple, Sony, IKEA, etc. ¿Qué tienen estas empresas en común? Se han especializado en sus productos y servicios para ofrecer a sus clientes una gran calidad. El crecimiento no es casual, sino fruto de años de perseverancia, investigación, mejora continua, desaciertos, momentos de mucha presión. Varias de esas empresas iniciaron de la nada, así que la ruta para ser millonario está clara, es necesario ir realizando un trabajo ordenado que conduzca a la excelencia y que los clientes puedan valorar.
Cambia tú, para que las condiciones puedan hacerlo:
¿Cuáles son los cambios necesarios para ser millonario? Hay que dejar una enorme cantidad de malos hábitos como los siguientes: quejarse, hablar de temas negativos, prestar atención a ideas que no te sirven para nada, la pereza, dispersión, el mal uso de la voluntad, la irresponsabilidad, indisciplina, comodidad, etc. Si quieres que enormes oportunidades comiencen a llegar a tu vida, entonces realiza cambios como los siguientes: piensa siempre positivo, aprende a superar problemas, adquiere una excelente autodisciplina, eleva tu capacidad de trabajo, hazte un fan de la mejora continua, concéntrate en aquello que deseas, sé alguien responsable, demuestra que en verdad quieres triunfar. Si cambias radicalmente tu forma de ser, las buenas oportunidades comenzarán a llegar a tu vida. El programa subliminal MENTE MILLONARIA te dará la preparación ideal para despiertes a tu conciencia infinita de prosperidad, así eliminarás el miedo al éxito financiero, paradigmas y barreras que afecten el flujo de la abundancia. Con el uso de este programa tu impulso hacia la libertad financiera será espectacular, harás realidad tus sueños financieros.
Avanza por etapas:
No esperes convertirte en multimillonario en unos pocos meses, porque es poco probable que ocurra. Avanza por etapas, al inicio ganar 200$ en tu emprendimiento puede ser un enorme reto, al cumplirlo, luego pasarás a 500$, 1000$, 10,000$, etc. De pronto ya estarás manejando las grandes cifras, pero cada etapa tiene sus propios desafíos, trabajo y sacrificios.
Persevera al mejor ritmo que puedas y alcanzarás la libertad financiera:
Destruir ciertas creencias negativas respecto al dinero es un trabajo para gente con mucha valentía. Tienes que perseverar, entregarte por completo a tus metas, hasta consolidar la libertad financiera. Si te enfocas con pasión, después de dos años ya se notan cambios significativos. Existen muchas aplicaciones que te ayudan a acelerar el convencimiento mental para ser millonario, accede a todas esas geniales herramientas, para ello REALIZA LA SUSCRIPCIÓN EN LA ESCUELA DE AUTOPODER, donde se te mostrarán los grandes secretos del poder mental para que logres todo lo que deseas en la vida. Haz clic AQUÍ.
Mi predador fue llamado para pertenecer al honorable cuerpo ministerial de naason!! 😪
Corría el año de 1991, tenía yo 15 años de edad, mi hermana mayor estaba saliendo con un muchacho hijo de un pastor (el cual terminó casándose con una ex-novia de naason) por medio de el conocí a un hombre mayor, de una de las mejores familias (privilegiadas) de la hermosa provincia. Un día acompañe a mi hermana a ver a su novio y por alguna razón me dejaron sola con el, me acuerdo que el muy libidinoso comenzó a tocarme y a mancillar mi cuerpo, me tocaba en una forma donde con su labia y sus mañas me dijo que no era malo, que ya pronto sería una mujer, y que era normal eso entre un hombre y una mujer, después de mancillar mi cuerpo (nunca hubo penetracion) el muy asqueroso se masturbo frente a mi hasta venirse y satisfacer sus asquerosidades. Esto sucedió varias veces. Al poco tiempo supe que se había casado con una muchacha mucho más joven que el, como siempre gozando de los privilegios de ser parte de la élite de LLDM. Su hermano pertenece al “honorable consejo de obispos”. Me vine para E.U en 1992 y acá me case y forme mi familia, hace poco tiempo cuando naason llamo a los batallones me enteré que lo habían mandado a la obra aquí en E.U. no lo podía creer!! 😳 Me asuste tanto y los recuerdos regresaron a mi mente y pensé.. Con las mañas de este depredador, a cuantas jovencitas les habrá hecho lo mismo que a mi? Y esto era tan grave que nunca le dije a nadie lo que él me hizo, nadie me creería, siempre pensé que me hiba a llevar a la tumba este secreto, imagínense cuanto poder tiene su familia, el ahorita goza de ser parte del honroso cuerpo ministerial de naason y me pregunto..... que tan segura está la niñez y las señoritas de los lugares a dónde lo ha mandado naason?? Dios mío esto tiene que parar!!!! 😪🥺
Me pregunto porque en general en España hay tan buena impresion de los vascos, a la mayoria de la gente que conozco les caen bien, mientras que los catalanes son odidados por muchos. Me parece que cataluña ha sido mas decente en su proceso soberanista, no se ha matado a nadie (no apoyo el independtismo). Es cierto que hubo terra lliure, pero mataron a mucha menos gente y fue durante el franquismo, lo cual sigue estando fatal, me parece muy mal lo que hicieron y lo condeno, pero no se puede comparar a ETA. Mientras tanto, en el pais vasco ha habido eta que ha matado a casi 900 personas (sin contar durante el franquismo), son la comunidad mas privilegiada de España por su concierto, hay algunos politicos como Anasagasti que son extremadamente maleducados y faltan constantemente al respeto a los españoles, y a pesar de eso caen muy bien los vascos por lo general. La comunidad con mas privilegios la que mas mata. Ya que tienen tantos privilegios no deberian haber tenido a eta. No quiero generalizar y ETA no representa a todos los vascos, pero tambien es verdad que hay muchos votos a partidos nacionalistas que son ambiguos con ETA.
Pior é saber que Sara Winter é apenas um peão nesse jogo, alguém passou essa informação privilegiada para ela vazar. O mau caratismo veio de uma esfera superior que não tem coragem de mostrar a própria cara.
Confuso ! traço ! um laço pra desdizer uma hora dessas eu perco a calma e falo tudo o que você diz dos outros de que um tem cara de cavalo e que tem outro que não vale nem o que cospe nem custa nada tentar o beijo é a véspera do escarro mas assim ! depois de tanto tempo perdido ! é ! parece que ninguém deixou de falar o que precisava pra sobreviver mas tem as atenções privilegiadas de pessoas não privilegiadas da realeza por assim dizer então ! eu deixo que a sorte me guia ! é minha sorte que me guia não preciso de astrolábio de de bússola ! vai pela sombra senão insola verdade perfeita ! esperando mais uma contradição ! uma privação mas quem suporta o frio do inverno sem grosso tecido vai passar o verão também aquecido ! mas tá né ! supostamente ! ninguém viu ! ninguém vê !
Por Kevin Carson O libertarianismo de esquerda (ou left-libertarianism) tem sido bastante discutido dentro da comunidade libertária recentemente. O termo “libertário de esquerda” já foi utilizado de muitas maneiras dentro do discurso político e parece haver certa confusão dentro dos próprios grupos libertários a respeito de quem realmente são os libertários de esquerda. As ideias básicas dos libertários de esquerda são mais amplas que as defendidas por nós, que fazemos parte da Alliance of the Libertarian Left (ALL) e do Centro por uma Sociedade Sem Estado (C4SS). Os anos 1990 foram um momento de crescimento das ideias libertárias orientadas à esquerda e do uso das ideias de livre mercado como armas contra os males do capitalismo corporativo. Vários pensadores desenvolveram, naquele momento, linhas de análise paralelas e independentes, passando a constituir uma grande e diversa tendência ideológica. Porém, quando consideramos o papel desproporcional que a ALL e o C4SS desempenharam no crescimento dessa tendência, devemos explicar o que queremos dizer quando falamos do libertarianismo de esquerda. O uso mais amplo e antigo do termo “libertário de esquerda” (e, talvez, mais familiar àqueles do movimento anarquista como um todo) remonta ao século 19 e inclui praticamente toda a esquerda não-estatista, horizontalista ou descentralista — todos exceto os social-democratas e leninistas, basicamente. O termo originalmente era sinônimo a “socialista libertário” ou “anarquista” e incluía sindicalistas, comunistas de conselhos, seguidores de Rosa Luxemburgo e Daniel DeLeon, etc. Muitos dos que fazem parte do C4SS também se consideram parte desse grupo mais amplo de libertários de esquerda, embora nós tenhamos em mente uma posição mais específica ao usar esse rótulo. Para o público geral, o rótulo “libertário de esquerda” é mais apropriado para descrever a escola de pensamento representada por Hillel Steiner e Peter Vallentyne, entre outros. A maior parte dos adeptos dessa filosofia defendem uma crença na auto-propriedade e no princípio da não-agressão e uma visão mais esquerdista a respeito dos limites que existem na apropriação de bens que fazem parte dos comuns e na aquisição de direitos pela simples mistura do trabalho. É um ponto de vista de forte interseção com o georgismo ou o geolibertarianismo. Embora essa versão das ideias libertárias de esquerda não seja a mesma que defendemos na ALL e no C4SS — e embora alguns de nossos membros provavelmente seriam contrários a alguns aspectos a ela —, é fácil imaginar que um partidário dessa filosofia se sentiria em casa entre nós. Dentro da comunidade libertária anglosférica e entre aqueles que se descrevem como “liberais” no resto do mundo, o “libertarianismo de esquerda” pode ser associado com a aproximação de Murray Rothbard e Karl Hess aos anarquistas dentro do Students for a Democratic Society (SDS) por volta de 1970, que deu origem a movimentos rothbardianos de esquerda como o agorismo, de Samuel Edward Konkin III. Embora o rothbardismo de esquerda e o agorismo não sejam as posições oficiais da ALL ou do C4SS, é justo dizer que existe certa continuidade institucional com o Movement of the Libertarian Left de Konkin e, além disso, parte significativa de nossos membros vem da tradição rothbardiana e konkinista. Eu não fui desses movimentos. Somos uma coalizão de várias tendências que inclui rothbardianos de esquerda, anarquistas individualistas clássicos na linha do século 19, georgistas e muitas outras tradições. Há também uma tendência entre os libertários americanos a nos confundir com os “Bleeding Heart Libertarians”, que, na verdade, é o nome de um blog em particular. Embora haja bons artigos publicados nele e apesar de terem veiculado alguns artigos nossos, nós não somos bleeding heart libertarians. Eles estão muito mais próximos do fusionismo “liberaltarian” (isto é, entre os social-democratas e os libertários americanos), com ideias que variam desde o “paternalismo libertário” de Cass Sunstein à defesa de sweatshops e dos assentamentos israelenses. Além disso, a maioria deles não são anarquistas e nós somos. Assim, agora que consideramos aquilo que nós, da ALL e do C4SS, não somos e não queremos dizer quando falamos do “libertarianismo de esquerda”, o que realmente defendemos? Nós nos chamamos de libertários de esquerda, primeiramente, porque pretendemos recuperar as raízes de livre mercado do libertarianismo de livre mercado e, em segundo lugar, porque queremos mostrar a relevância e utilidade do pensamento de livre mercado para lidar com as preocupações da esquerda contemporânea. O liberalismo clássico e o movimento socialista clássico do começo do século 19 tinham raízes comuns no Iluminismo. O liberalismo de Adam Smith, David Ricardo e outros economistas políticos clássicos era essencialmente um ataque esquerdista aos privilégios econômicos das oligarquias estabelecidas whig e ao mercantilismo dos detentores do dinheiro. Com a derrota dos senhores de terras e dos mercantilistas whig no século 19 pelos industrialistas, que assumiram posições predominantes dentro do estado, o liberalismo clássico gradualmente tomou as feições de uma apologia aos interesses do capital industrial. Mesmo assim, as linhagens de esquerda — e até socialistas — do pensamento de livre mercado continuaram a sobreviver às margens do liberalismo. Thomas Hodgskin, liberal clássico que escreveu dos anos 1820 até os anos 1860, também era um socialista que considerava rendas, lucros e juros como retornos monopolísticos sobre direitos de propriedade artificiais. Josiah Warren, Benjamin Tucker e outros individualistas americanos também defendiam um socialismo de livre mercado em que a competição sem restrições destruiria rendas, lucros e juros e garantiria que o “pagamento natural do trabalho” fosse seu produto. Muitos anarquistas individualistas associados com o jornal Liberty, de Benjamin Tucker, eram próximos a associações trabalhistas e socialistas radicais, como os Kinghts of Labor, a International Workingmen’s Association e a Western Federation of Miners. Essa tendência dentro do libertarianismo também estava dentro da esquerda cultural, com laços fortes com movimentos pela abolição da escravidão e pela igualdade racial, pelo feminismo e pela liberdade sexual. Com os conflitos de classe do final do século 19, a retórica de “livre mercado” e “livre empresa” dentro da política americana passou a ser associada cada vez mais à defesa militante do poder do capital corporativo contra os movimentos populistas trabalhistas e agrários radicais. Ao mesmo tempo, a divisão interna no movimento anarquista entre comunistas e individualistas deixou os individualistas suscetíveis à colonização pela direita. No século 20, o “libertarianismo de livre mercado” veio a ser associado a defesas direitistas do capitalismo por Ludwig von Mises e Ayn Rand. A tradição individualista sobrevivente foi perdendo o seu caráter esquerdista, pró-trabalhista e culturalmente socialista, adotando características da direita. No entanto, sobreviveram algumas tradições da esquerda dentro do libertarianismo americano. Em particular, georgistas e semi-georgistas como Bolton Hall, Albert Jay Nock e Ralph Borsodi continuaram a atuar até meados do século 20. Nós, na esquerda libertária, consideramos absolutamente perverso que as ideias libertárias de livre mercado, uma doutrina que se originou como ataque aos privilégios econômicos de latifundiários e grandes mercadores, tenha sido cooptado e transformado numa defesa do poder estabelecido da plutocracia. O uso do “livre mercado” como ideologia legitimizadora para o capitalismo corporativo e o crescimento dos propagandistas “libertários” é uma perversão tão grande dos princípios de livre mercado quanto os símbolos e a retórica dos regimes stalinistas foram uma perversão dos valores do movimento dos trabalhadores. O sistema industrial capitalista que os libertários têm defendido desde o século 19 nunca se aproximou de um livre mercado. O capitalismo, enquanto sistema histórico que surgiu no começo da Idade Moderna, é, em vários aspectos, um desenvolvimento direto do feudalismo bastardo do final da Idade Média. Foi fundado na dissolução dos campos abertos, no cercamento dos comuns e em outras expropriações dos camponeses. Na Inglaterra, não só a população rural foi transformada em um proletariado destituído e empurrados para o trabalho assalariado, mas sua liberdade de associação e de ir e vir foram criminalizadas pelo estado policial durante as primeiras duas décadas do século 19. A nível global, o capitalismo se tornou um sistema mundial através da ocupação colonial, da expropriação e da escravização de grande parte do Sul. Dezenas e centenas de milhões de camponeses foram expulsos de suas terras pelos poderes coloniais e levados ao mercado de trabalho assalariado. Suas propriedades prévias foram transformadas em plantações voltadas para o comércio, em uma reprise do que havia acontecido durante os cercamentos na Grã-Bretanha. Não só na época colonial, mas também nos períodos pós-coloniais, a terra e os recursos naturais do Terceiro Mundo foram cercados e saqueados pelos interesses empresariais do Ocidente. A concentração atual das terras no Terceiro Mundo nas mãos das elites latifundiárias e de petróleo e recursos minerais nas mãos de corporações ocidentais são legado direto de 400 anos de roubos coloniais e neocoloniais. Nós, da esquerda libertária, como entendemos esse termo no C4SS, queremos retomar os princípios de livre mercado das mãos dos apologistas dos grandes negócios e da plutocracia e colocá-lo de volta a serviço de seu propósito original: um ataque radical aos interesses econômicos e às classes privilegiadas de nosso tempo. Se o liberalismo clássico de Smith e Ricardo era um ataque ao poder dos oligarcas whigs e dos interesses empresariais, nosso libertarianismo de esquerda é um ataque a seu correspondente contemporâneo: o capitalismo financeiro global e as corporações transnacionais. Nós repudiamos o papel do libertarianismo mainstream na defesa do capitalismo corporativo do século 20 e sua aliança com o conservadorismo. Nós, da esquerda libertária, também queremos demonstrar a relevância dos princípios de livre mercado, da livre associação e da cooperação voluntária para lidar com as preocupações da esquerda atual: a injustiça econômica, a concentração e a polarização da riqueza, a exploração do trabalho, a poluição, o desperdício e a poluição, o poder corporativo e as formas estruturais de opressão, como o racismo, o sexismo, a homofobia e a transfobia. Onde ocorreram roubos ou injustiças, nós nos colocamos radicalmente pela restituição total. Onde persiste o poder das elites neofeudais, nós tratamos suas terras como legítimas propriedades daqueles cujos antepassados as usaram e cultivaram. Os camponeses despejados de terras para dar lugar às colheitas da Cargill e da ADM devem ter suas terras restauradas. As haciendas na América Latina devem ser abertas para apropriação imediata dos camponeses sem terras. Os direitos de propriedade a terras vagas e não utilizadas nos Estados Unidos e em outras sociedades colonizadoras devem ser anulados. Em casos em que as terras originalmente tomadas por esses títulos ilegítimos são cultivadas atualmente por arrendatários ou locatários, o título de propriedade deve ser transferido para eles. Direitos de propriedade de corporações a minas, florestas e campos petrolíferos obtidos através de roubos coloniais devem ser declarados nulos. Uma lista mínima de demandas do libertarianismo de esquerda deve incluir a abolição de todos os direitos de propriedade artificiais, de toda a escassez artificial, todos os monopólios, barreiras de entrada, cartéis regulatórios e subsídios através dos quais toda a lista de corporações que compõe a Fortune 500 adquire seus lucros. Deve incluir o fim a todos os títulos de proprietários ausentes a terras vagas, de todos os monopólios de “propriedade intelectual” e todas as restrições à livre competição na emissão de moeda e crédito ou da adoção de todos os meios de troca escolhido pelas partes de uma transação. Por exemplo, a abolição de patentes e marcas registradas acabaria com todas as barreiras que impedem que as empresas terceirizadas pela Nike na Ásia produzam imediatamente tênis idênticos e os vendam à população local a uma pequena fração de seu preço tabelado. Seria um fim imediato a todas as restrições à produção e venda de versões concorrentes de medicamentos sob patentes, com frequência por até 5% do preço. Queremos que a fração dos preços dos bens e serviços que consista de rendas advindas de propriedades artificiais de ideias ou técnicas — que compõem a maior parte do preço total em muitos casos — suma face à competição. Nosso programa também deve incluir um fim a todas as barreiras artificiais ao auto-emprego, aos negócios caseiros, à construção de casas por conta própria e a outros meios de subsistência de baixo custo — que incluem leis de licenciamento, zoneamento e regulamentações de segurança. Deve também incluir um fim a todas as restrições ao direito de o trabalho se organizar e a negar seus serviços sob qualquer circunstância e organizar boicotes. Também devemos defender um fim a todos os privilégios legais que dão aos sindicatos estabelecidos o direito de restringir greves sem aviso prévio e outras ações diretas empreendidas pelos trabalhadores. No caso da poluição e do esgotamento dos recursos naturais, o programa libertário de esquerda deve incluir o fim de todo acesso à terra pelas indústrias extrativas (isto é, a união entre o Bureau of Land Management dos Estados Unidos e as empresas de exploração de petróleo, mineiras, madeireiras e pecuárias), o fim de todos os subsídios ao consumo de energia e ao transporte (incluindo um fim aos subsídios ao transporte aéreo e rodoviário e o fim das expropriações para dar lugar a aeroportos e estradas), o fim das expropriações para dar lugar a oleodutos e gasodutos, a eliminação de todos limites legais de responsabilização penal para corporações por derramamentos de óleo e outros tipos de poluição, o fim da doutrina que estipula que padrões regulatórios mínimos substituem padrões mais severos de responsabilização penal do direito comum e uma restauração da responsabilidade ilimitada(que existia sob o direito comum) para atividades poluidoras como a fraturação hidráulica e a mineração por remoção do topo da montanha. E deve incluir, obviamente, o papel do estado militar americano na garantia do acesso estratégico a bacias petrolíferas no exterior ou em manter as vias marítimas abertas para os navios petroleiros. O capitalismo corporativo e a opressão de classes sobrevivem através da intervenção estatal em benefício dos privilegiados e poderosos. Os mercados livres verdadeiros, a cooperação voluntária e a associação livre agem como dinamite na base desse sistema de opressão. Qualquer programa libertário de esquerda deve incluir uma preocupação com a justiça social e com o combate da opressão estrutural. Isso significa, obviamente, um fim a toda a discriminação estatal com base em raça, gênero ou orientação sexual. Mas significa também muito mais. Como libertários, nós nos opomos a todas as restrições legais à liberdade de associação, inclusive a leis contra a discriminação por empresas privadas. Mas devemos apoiar com entusiasmo a ação direta para combater as injustiças na esfera social. Historicamente, as leis anti-discriminação estatais serviram apenas para codificar, relutantemente após mudanças sociais, os ganhos obtidos através de ações diretas como os boicotes a ônibus, os protestos passivos em lanchonetes e a rebelião em Stonewall. Nós devemos apoiar o uso da ação direta, da pressão social, dos boicotes e da solidariedade para combater formas estruturais de opressão como o racismo e a cultura do estupro, desafiando as normas internalizadas que perpetuam esses sistemas de coerção. Ao lidar com todas as formas de injustiça, devemos usar uma abordagem interseccional. Isso inclui o repúdio a práticas da velha esquerda, que consideram preocupações com raça e gênero como questões “divisivas” ou como algo a ser discutido “mais tarde”, para que se mantenha a unidade de classe. Inclui também o repúdio de movimentos de justiça de raça e gênero ocupados por profissionais da alta classe média, que enfatizam somente a chegada de negros e mulheres em “espaços de poder” e em “gabinetes e salas de reunião mais parecidos com o nosso país”, deixando intocado o poder desfrutado por esses espaços, gabinetes e salas de reunião. O ataque a uma forma de privilégio não deve ser visto como prejudicial a outras lutas; ao contrário, todas as lutas são complementares e se reforçam mutuamente. A preocupação especial às necessidades interseccionais dos nossos companheiros menos privilegiados em cada movimento pela justiça — mulheres e negros na classe trabalhadora; mulheres pobres e trabalhadoras, mulheres negras, mulheres transgênero e trabalhadoras do sexo dentro do feminismo; mulheres, pobres e trabalhadores dentro do movimento anti-racista; etc — não divide esses movimentos. Na verdade, os fortalece contra as tentativas da classe dominante de dividi-los e conquistá-los através da exploração de suas divisões internas. Por exemplo, os grandes donos de terras derrotaram os sindicatos de pequenos fazendeiros locatários do sul dos Estados Unidos nos anos 1930 ao estimular e explorar as tensões raciais dentro de seu movimento, que causaram sua divisão em sindicatos separados de brancos e negros. Qualquer movimento de justiça de classe, raça ou sexo que ignore a interseção de múltiplas formas de opressão entre seus membros e deixe de prestar atenção às necessidades especiais dos menos privilegiados está vulnerável ao mesmo tipo de oportunismo. Em última análise essa atenção a preocupações interseccionais deve incluir a abordagem de espaços de segurança que cria uma atmosfera de debate genuíno, sem perseguições e insultos deliberados. Os libertários — com frequência, por sua própria culpa — são considerados por muitos somente como “conservadores que fumam maconha”, adeptos de uma ideologia insular de homens de classe média de startups de tecnologia. Muitas das maiores publicações e comunidades online libertárias na internet têm a tendência reflexiva a defender as grandes empresas contra ataques de trabalhadores e consumidores, os senhorios contra os locatários, o Walmart contra Main Street, rejeitando quaisquer críticos como inimigos do livre mercado e tratando as corporações como representantes legítimas dos princípios de mercado. Têm também uma tendência paralela a rejeitar todas as preocupações de justiça pessoal e sexual como “coletivistas”. O resultado é um movimento considerado pelos pobres, trabalhadores, mulheres e negros como irrelevante para suas preocupações. Enquanto isso, os homens brancos de 20 e poucos anos em empregos de classe média explicam a falta de mulheres e minorias nas fileiras de seus movimentos como referência a seu “coletivismo natural” e citam o ensaio Isaiah’s Job de Nock uns para os outros. Nós, da esquerda libertária, não queremos ser relegados às catacumbas ou sermos os equivalentes modernos dos jacobinos, que se sentavam para tomar café e discutir sobre Bonnie Prince Charlie. Nós não queremos reclamar sobre como a sociedade está se acabando enquanto a maior parte das pessoas que luta para mudar a realidade para melhor nos ignora. Queremos que nossas ideias estejam no centro das lutas em todos os lugares pela justiça e por uma vida melhor. E só podemos fazer isso tratando as preocupações reais de pessoas reais como se dignas de respeito e mostrando como nossas ideias são relevantes. É isso que pretendemos fazer.
Com a notícia do presidente do HSBC ir para o Banco do Brasil, vocês acham que algo deve mudar em relação a esse trânsito constante de gente de Setor Público para o Privado com informação privilegiada?
Edit: Público para o Privado e Privado para o Público Até outrora fazia zero diferença para mim. Na verdade até agora, no fundo, não vejo problemas. Mas considerando o oligopólio que é o mercado brasileiro e a venda da carteira de créditos do BB para a BMG ser no mínimo curiosa isso me fez lembrar de uma entrevista antiga de Ciro gomes (26:00 até 27:00). Eu fiquei pensando se deveria existir aqui algum critério ou algo para evitar ações suspeitas além da confiança do presidente. É difícil. Nos EUA, não tem nada assim, mas lá funciona com pouquíssimas ressalvas. Mercado é mercado e vem mais do lado privado e não do público, e o cara sendo bom já é o suficiente (?). Aqui...eu fico com pé atrás em tudo.
Uma nota pré-texto, apenas para situar melhor o leitor: na primeira parte do prólogo, que começa em "Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar", o personagem em questão é o nosso protagonista, Saravåj. Já na segunda parte, que começa a partir de "Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar", o personagem muda e passa a ser o rei da Pasárgada, Matiza Perrier. O prólogo é um contraponto entre os dois, embora o faça sem citar nomes. E se você não entendeu nada a respeito do que eu falei até aqui: dá uma olhada na introdução de Steel Hearts, se quiser, que tá linkada ai em cima. Enfim, boa leitura! :) [EDIT: Eu usei o underline para iniciar os diálogos porque o Reddit reconhece o travessão como marcador de tópico.] Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar. Ele sentiu a luz do sol em seu rosto, anunciando que a escuridão da noite já havia passado e que o céu era claro mais uma vez. Os seus sentidos despertaram pouco a pouco, como os de quem acorda de um coma após uma década de inatividade. Em um suspiro profundo, pôde sentir o odor de móveis velhos daquele quartinho arranjado e exíguo, mas inegavelmente organizado com maestria milimétrica em cada mínimo detalhe por ele próprio. Confirmou para si mesmo que estava, de fato, vivo. Vagarosamente, os seus olhos também ganharam vida. Assim que o seu par de olhos se abriu pela primeira vez naquele dia, sua íris castanho-claro focou, sem se mexer um milímetro para a direita, sem se deslocar um milímetro para a esquerda, em uma tábua que estava fora do lugar no teto de madeira bege-clara de seu cubículo. Lhe incomodava demasiadamente aquela quebra abrupta no padrão de tábuas alinhadas e retilíneas. Namorou aquele lasco de madeira solto durante infinitos minutos. À essa altura, seu mecanismo interno também começou a funcionar e debutou a processar informações. Ele planejou mil e uma formas de solucionar este problema que tanto lhe afligia, com a pia e ridícula convicção de que, quando tornasse àquele mesmo panorama quando o breu noturno caísse novamente, aquela tábua defeituosa continuaria ali, sem sequer ser tocada por um dedo que fosse. Talvez por cansaço físico e mental dele. Talvez por sua própria incapacidade de tecer um projeto suficientemente perfeito para dirimir o que lhe amorfidava. Ou, talvez, por não ser nada além de uma tábua antiga e quebrada. Até que, por fim, ele se concentrou exclusivamente no melódico canto dos pássaros que vinha do lado de fora. Dos presentes da natureza que ele recebia por morar naquele recinto, sem dúvida, a música dos pardais era o mais belo e mais agradável de todos. Por todos os deuses e deusas do cosmo! Os pássaros! Os pardais-espanhóis! Ele se levantou violentamente, repelindo para longe a sua coberta, o seu travesseiro e todo empecilho que estivesse em seu caminho, como se estivesse no ápice de sua energia diária, e se colocou, em questão de segundos, na frente da imensa janela de vidro que se localizava estrategicamente na dianteira de sua cama. Esfregou os olhos. Depois os arregalou. Repetiu o processo algumas vezes. Quem se colocava, como ele, à frente daquela majestosa janela, tinha uma visão privilegiada de uma enorme figueira que existia naquele vilarejo. Chamava a atenção, ao primeiro olhar, pelo tamanho. Não poderia ser diferente. Aquela árvore era um verdadeiro gigante. Ao mesmo tempo, era uma figueira muito velha, é verdade. Já deveria estar gozando da terceira fase de sua vida. De seus dois mil anos, no mínimo. Seus galhos já eram totalmente retorcidos. Sua raíz era grossa e invadia o solo que lhe rodeava, como um monstro botânico que tenta alcançar a superfície. Contudo, em contraponto, as suas folhas reluziam a vida. Todas elas. O pigmento verde-esmeralda destas era o mesmo de uma plantinha que acabara de desabrochar. Todo o seu caule era consistente e forte, sustentando com exuberância todos os seus inúmeros galhos. Seria uma calúnia atroz afirmar que, mesmo que de muito longe, se tratava de um mero agigantado pedaço de madeira oco e sem vida. Nos pés do caule da monumental figueira, existia uma pequena placa pregada junto à árvore, também de madeira, mas em tom muito mais claro. Nela, lia-se a frase em latim "Hic insignis femina forti ager deambulavit in terra" em letras garrafais, mas visivelmente pintadas com uma tinta branca ralé e desbotada, tornando as inscrições apagadas pelo efeito do tempo praticamente ilegíveis. Todavia, ele não estava lá para endeusar aquela dádiva da mãe-natureza. Os seus olhos tinham outro eixo. Naquela árvore, muito além da fitologia e de toda tonalidade verde-vivo que lhe envolvia, existia uma verdadeira sociedade de pardais-espanhóis. Haviam vinte ou trinta famílias de pardais que levavam suas vidas nos galhos daquela grandiosa figueira já há anos. Todos eles, passarinhos miúdos, ariscos e ligeiros, características naturais de sua espécie, que levavam em suas penas tons que variavam de marrom-escuro até colorações mais acinzentadas. Na árvore, se organizavam como se houvesse um contrato social entre eles. Como se os pardais fossem, de fato, seres pensantes, dotados de raciocínio lógico e com a capacidade de agruparem-se em um meio social concreto, previamente definido por regras a serem seguidas por todos. A figueira era a estalagem. Cada galho, uma residência. Não haviam duas ou mais famílias de pardais por galho. Em todos os ramalhos que se fragmentavam do caule, existia somente um ninho de pardal-espanhol, como se todos eles concordassem que aquele era o número ideal de famílias por galho. No raiar do dia, os pássaros se agitavam, aforando os ouvidos de quem quisesse ouvir com a sua graciosa música inerente. Neste átimo, o pássaro-mor de cada ninho voava pelo horizonte, em busca do sustento de sua parentela. E ao final do entardecer, retornava ao seu lar, socializando com os seus os ganhos do dia. Desta forma, aquele agrupamento de pardais engrenava. E só seria uma indiscutível violação de juramento afirmar que a subsistência dos pardais-espanhóis na figueira era, efetivamente, próspera, por efeito do vilão da estalagem. Um abutre. De corpo robusto e de asas de envergadura majestosa, tinha dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta vezes o tamanho de qualquer pardal-espanhol. Era um autêntico ogro ao lado de um pardalzinho. E, ao contrário da prevalência dos membros de sua espécie, não era de aparência macabra. A plumagem de seu tronco era marrom-clara, como a das águias. E a sua coroa não era pelada, como a maioria dos abutres, que mais se assemelhavam a um morto-vivo do que a uma ave. Continha penas brancas como a neve em seu crânio. Também tinha em seu arsenal de combate garras afiadas como agulha de alfaiate, um bico longo e pontudo e um olhar que imporia pavor até mesmo em um Argentavis. O abutre lembrava muito mais uma ave de rapina do que um urubu. Localizava-se sempre no ponto mais alto da figueira, como a estrela de Belém em uma árvore natalina. O abutre, sem dúvidas, era o amo daquela sociedade. O dono. O rei. Todos os pardais-espanhóis se viam fracos e indefesos diante de uma ave tão superior em tamanho e em força e se curvavam diante do abutre, ainda que mordendo a língua de desgosto. De todos os pássaros da figueira, o abutre era o único que não se aventurava no mundo além daquela lendária árvore em busca da sobrevivência diária. Muito pelo contrário: agia como um cobrador. Durante todo nascer do sol, sem feriado nem dia santo, o abutre voava de galho em galho, de residência em residência, de família de pardalzinho em família de pardalzinho, tomando para si uma parcela das sementes, grãos, cereais e pedaços de legumes que as famílias de pardal haviam faturado no dia anterior. Na maioria das vezes, era a metade. Por algumas vezes, entretanto, o abutre não fazia economias e se apoderava de mais - e muito mais - da metade dos alimentos de um ou outro ninho de pardal-espanhol, deixando estes reféns de sua própria sorte, suplicando aos deuses para que naquele dia o saldo alimentício do chefe da família fosse dobrado. Em troca desta colaboração forçada, os pardais-espanhóis não recebiam absolutamente nada. Nem proteção do abutre. Nem nada que dependa da solicitude do malévolo pássaro-rei. Não era justo. Mas "realidade" e "justiça" são palavras que raramente caminham de mãos dadas. O medo que os frágeis pardais tinham do abutre, tão corpulento, tão vasto, tão amedrontador, impedia-os de organizar uma revolta contra aquele pássaro das trevas. Era parte da rotina ceder metade dos seus lucros, sem mais nem menos, ao seu próprio carrasco. E assim a sociedade de pássaros que vivia naquela louvável e anciã figueira funcionou durante muito tempo. Até aquele dia. Naquela manhã, tudo foi diferente. O abutre deu início à arrecadação do alquilé dos pardais, como o de costume. Até que, após confiscar para si alguns pequenos grãos e sementes sem imprevistos, voejou até um galho que se localizava em um dos pontos mais altos do lado esquerdo da figueira. Ali residia um pardal-espanhol solitário. Não tinha família. Morava sozinho em seu ninho. Era tão pequenino e franzino como os outros. Carregava em seu corpo penas marrom-claro, quase que idênticas às do abutre. Também tinha uma listra branca que corria por todo o seu corpo, o que lhe diferia dos demais. Ela tinha início na parte inferior de seu olho direito e só encontrava fim quando terminava o torso do pardal. Naquela manhã, ele resistiu. Se apresentou à frente do abutre, que era um genuíno arranha-céu em frente ao passarinho, como quem se recusa a cumprir uma ordem e desafia o seu algoz. O abutre estufou o peito, na tentativa de intimidar o pardal-espanhol revoltoso. Em vão. Antes que o abutre pudesse adotar qualquer segunda atitude visando espantar o seu adversário, o pardalzinho o atacou, em um movimento precípite e, acima de tudo, inesperado. O abutre foi lançado para fora do galho pela força da velocidade que o pardal imprimiu e os dois pássaros passaram a brigar no ar. No combate corpo a corpo, o pardal-espanhol compensava a ausência de força com uma agilidade que o abutre não conseguia acompanhar. O abutre se tornara incapaz de usar o seu tamanho e a sua robustez avantajada à seu favor. O inverso aconteceu: a grandeza física do abutre fazia com que ele fosse um alvo fácil de ser atingido por seu rival. A força, meio que o abutre usou para ser condecorado o pássaro-mor hegemônico daquela figueira durante tanto tempo, trazia junto de si a lentidão, o que fazia com que aquela ave, antes tão temida e respeitada por seus subordinados, não conseguisse inibir as investidas do nanico e veloz pardal-espanhol. O pardal nocauteava o abutre várias e várias vezes, mudando de uma direção para outra como uma flecha, antecipando os movimentos tardios de seu inimigo. O contrário não acontecia. Naquele instante, o abutre servia somente de saco de pancadas para o pardal. A ameaça que a revolta daquele heróico pardal-espanhol representava à soberania do abutre serviu de gatilho para muitos outros pássaros residentes da figueira, também descontentes com a iniquidade daquela dura submissão, que deixaram os seus ninhos para também golpear e bicar o abutre simultaneamente. Em pouco tempo, mais da metade da sociedade de pardais-espanhóis estava ali, lutando por sua plena liberdade. O abutre tentava se defender do bando como podia. Se contorcia, esticando as suas garras freneticamente para todas as direções até o limite de sua flexibilidade, na tentativa de abater um ou outro pardal. Se já era árduo para ele engalfinhar-se com um pardal-espanhol só, guerrear contra um bando inteiro tornava-se insustentável. O abutre debatia-se em gemidos escandalosos de dor, na risível esperança de enxotar todos aqueles incontáveis pássaros para longe de si. Até que, de tanto que insistiu e esperneou, o carrasco conseguiu prender um de seus êmulos em uma de suas garras - a esquerda. Aquele pardalzinho foi, instantaneamente, neutralizado. As unhas pontudas do abutre, que mais pareciam pequenos punhais, atravessaram a plumagem marrom-clara daquele pequeno pássaro sem lástima nenhuma, perfurando-o exatamente no centro da extensa listra branca que se avultava por todo o seu corpo, peculiaridade que lhe diferenciava de todos os outros pardais. Era ele. O pardal-espanhol rebelde. O motor daquela rebelião. O patrono dos pardais-espanhóis malcontentes com as injustiças cotidianas daquela estalagem. Aquele - o único! - que aceitou com prontidão o perigoso jogo de confrontar o temeroso abutre. Justamente ele, entre as dezenas de pássaros. O destino, perpetuamente muito irônico, pôs-se a rir da infeliz coincidência. O pardalzinho revolucionário era, de modo inegável, muito astuto. Mas nem que tivesse o quádruplo de sua resistência física, seria capaz de sobreviver estando entre as implacáveis garras cortantes do abutre. Ele não teve sequer a chance de lutar por sua supervivência. Os seus órgãos internos foram espremidos. A morte foi instantânea. O cadáver, sem embargo, continuou nos gatázios do abutre, como se fosse um troféu - ou prêmio de consolação - para o impiedoso pássaro-rei. Os demais pássaros revoltosos, à exemplo de seu recém-falecido condutor, seguiram a bicar o abutre, com cada vez mais violência, como se não fossem meros passarinhos tênues e mansos. Mais pareciam, naquela rebelião, verdadeiros animais selvagens. O bando de pardais-espanhóis era uma máquina de guerra, pronta para esquartejar o seu inimigo a qualquer instante. Era questão de tempo até que o abutre tivesse o mesmo trágico fim do pardal causador de toda aquela anarquia necessária. Do pardalzinho que ele acabara de tirar a vida friamente. O destino, por sua vez, não tardou muito. O abutre já mal tinha forças para para estrebuchar, reconhecendo pouco a pouco o seu melancólico e penoso porvir. E este não podia sequer pleitear a vida por suas habituais injustiças. Todo aquele sofrimento do abutre era íntegro. Merecido. Conveniente. Depois de tanto atazanar os pardais daquela figueira, era a hora do acerto de contas. Em um movimento descontrolado, um dos pardais-espanhóis mais exaltados em meio àquela calorosa confusão bicou o comprido pescoço do abutre ferozmente, estourando com retidão cirúrgica sua veia jugular. O golpe foi fatal. Morte instantânea. A morte, inegavelmente, é juiz. Se a vida, por muitas vezes, favorece aos maliciosos, a morte, sui generis, jamais falha. Pune a todos, sem distinguir. Um jato de sangue arroxeado jorrou da goela do abutre, manchando com aquela seiva honrosa boa parte dos pardais que estavam em torno do pássaro sucumbido quando a bicada da vitória foi desferida. A revolução dos pardais estava completa. Não havia mais carrasco. Não havia mais verdugo. Não havia mais medo, nem aluguel. Enfim, o abutre libertou o corpo sem vida do passarinho revoltoso de suas garras e, simbolicamente, todos os pardais que integravam aquela sociedade. O monumental corpo ensanguentado do abutre e o defunto esmagado do pardal-espanhol rebelde caíram lentamente pelo ar, lado a lado. E tocaram o chão exatamente no mesmo instante, fazendo valer, mais uma vez, uma velha máxime da vida: quando o jogo acaba, todas as peças, por mais diferentes que sejam entre si, voltam para a mesma caixa, sem se queixar. Ele assistiu tudo de camarote. "É tão estranho. Os bons morrem antes", ele pensou consigo mesmo. Ele, então, voltou-se para a sua cama. Deu meia-volta, despiu-se dos trapos velhos que usava para dormir e vestiu o seu traje de batalha mais nobre, que levava uma enorme capa vermelho-vinho às costas, que recaía por quase toda sua armadura de ferro medieval, a qual ele também envergou. Sentiu-se, como sempre, mais são portando aquela farda solene. Olhou por intensos segundos para o seu próprio reflexo no espelho que havia em frente à cabeceira, com um ar aristocrata de confiança. Apoderou-se, ademais, de duas espadas que estavam encostadas no pé dianteiro de sua cama. Uma banhada à prata e outra banhada à bronze, tinham a estatura, à grosso modo, moderadamente menor do que uma vassoura comum. De lâmina mais fina e de peso mais leve em comparação com as espadas universais dos templários, colocou suas duas gládias nas bainhas que também carregava em suas costas. Por fim, deixou o seu quartinho amanhado, organizado como nunca, exceto pela tábua desprendida no teto de seu cubículo - aquela amaldiçoada tábua! - fechando a porta amadeirada deste para jamais tornar a abri-la. O vento, enfim, soprava à seu favor: era tempo de ressureição. Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar. De ressaca. Sentia em seu crânio pontadas de dor, que iam e vinham. O cenário ao seu redor denunciava o motivo de seu mal-estar: infinitas garrafas de vinho e de licor vazias em torno dele, além de incontáveis taças douradas, também vazias ou consumidas somente até a metade. Ele despertou em um magnificente trono real dourado, produzido tendo o ouro puro como sua matéria-prima e decorado com jóias preciosas, coloridas e resplandecentes - havia tido o seu sono ali naquela madrugada, sentado. Aquele trono dourado era o ponto mais alto daquele salão. Tanto que, era preciso subir alguns degraus para chegar até ele - não por acaso. A ideia era, de fato, representar o ápice da soberania que um mortal poderia desfrutar. O lugar mais alto que alguém poderia ocupar na pirâmide social. Ele, com os olhos entreabertos e com os movimentos anormalmente vagarosos, aparentando ainda estar um pouco ébrio, começou a esparramar com as mãos as cartas de baralho que estavam no braço direito do trono real, deixando com que algumas caíssem ao chão. As cartas, espalhadas por todo salão real, retratavam as várias e várias jogatinas e capotes da madrugada anterior, os quais ele mesmo fomentou. Ele havia patrocinado uma farra regada à bebidas alcoólicas caras na madrugada daquele dia, junto de seus companheiros mais íntimos. Por mais uma vez. Os eventos alcoólatras apadrinhados por ele eram corriqueiros, praticamente diários. Ele seguia espalhando as cartas do baralho, até que uma lhe chamou a atenção. Era um rei. Um rei de espadas. Não era o roupão vermelho do rei, fragmentado em mandalas, que lhe atraía. Muito menos as espadas coloridas que ele segurava em cada uma das mãos. Nem o bigode, nem o cabelo, nem a coroa. O olhar. Os olhos daquele rei eram diferentes dos demais. Eram intimidadores. Transbordavam malícia e davam um sentido maquiavélico àquela carta. De todos os reis do baralho, aquele, sem dúvidas, era o mais perspicaz. O que tinha a maior agudeza de espírito. O mais astuto, talentoso, inteligente e toda e qualquer palavra que remete a um privilegiado intelecto ardil. Ele pegou a carta em suas mãos e apreciou-a por alguns instantes, rindo. Até que, levou o rei de espadas até o braço esquerdo do trono do rei, onde havia uma taça de ouro da noite anterior, cheia de vinho até a metade. E então, mergulhou a carta no vinho, por diversas vezes, repetidamente. _ Beba, reizinho. Beba. Que, por hora, é o melhor que se faz. O álcool foi inventado pelo homem para suprimir o tédio diário, você sabe bem. As mulheres também vão te distrair com seus corpos, se você assim quiser. Mulheres e bebidas. É por isso que a nossa passagem terrena vale a pena, não? Beber para as mulheres. Beber por causa de mulheres. Beber junto das mulheres. Afinal de contas, o mundo está de braços abertos para te servir. Os miseráveis tem a honra de dividir uma geração contigo, alguém tão genial, tão brilhante, tão divino. É dever deles a solicitude para com você, não acha? Grandes conquistas virão, reizinho. Muito maiores do que qualquer ratazana européia um dia já pôde imaginar. Mas enquanto as glórias ainda não se concretizam, beba. Somente beba. Até desaparecer-lhe o fígado. Uma voz juvenil, neste momento, cessou o seu delírio abruptamente. _ Meu rei! Mil perdões por interromper-lhe! Era um jovem e raquítico soldado. Parecia nervoso por estar em presença de alguém tão importante. Tinha como suas vestes o uniforme-modelo dos cavaleiros da Ordem do Templo, utilizado nas cruzadas do século anterior. Todavia, distinguia-se destes pela tonalidade azul-marinho substituindo a vermelho-sangue e por conter um brasão com a letra "P" no lado esquerdo do peito de sua armadura. _ Já interrompeu, ora! Por que me solicita o perdão, asno? _ Então perdoa-me por lhe solicitar o perdão, meu rei, se isto ameniza o meu deslize. Vim somente lhe transmitir um recado da rainha. Ela me pediu para vir lembrar-lhe que está quase na hora de discursar para o povo. A rainha e os membros da elite já estão na sacada do castelo. Sua louvável presença é a única que falta para o início do discurso real. _ Ah! Claro! Já havia me esquecido. A ressaca me veio mais forte do que o habitual nesta manhã. E se não estivesse tão em cima do horário, queria embriagar-me antes do enunciado. Você já imaginou? Tente imaginar, se o seu retardado intelecto não te impedir. Discursar completamente bêbado! O povo, sem dúvidas, acharia fantástico! O que achas, capacho? Dê-me sua opinião, por mais desprezível que seja. Enquanto falava, ele levantou-se e desceu os degraus do trono real com dificuldade, cambaleando. _ É... Seria memoroso! Com toda a certeza! _ És um bom rapaz, soldadinho. Você é dos meus, eu tinha a pia convicção! Inclusive, acho que a sua figura é a que falta para completar nossas diversões alcoólicas que ocorrem depois do último badalar do sino. O que me diz, meu companheiro? Licor e vinho à vontade depois do horário dos mortos! Está de acordo? _ Verdadeiramente, meu rei? O soldado recém-formado olhou para ele com o olhar mais inocente que se pode imaginar. _ É claro que não, capacho! Onde já se viu? Uma barata do exército imperial feito você em meio aos mais finos nobres! Tira-te as patas do meu salão real, imbecil! O soldado saiu imediatamente da sala privada do rei, trêmulo. Ele, em todo o tempo com um largo sorriso no rosto, gargalhou de suas próprias anedotas. Ainda assim, a informação que o seu subordinado lhe transmitiu estava correta. Faltavam poucos minutos para o discurso semanal do rei para os seus populares. Era mais um domingo gelado de inverno. Ele seguiu pelos cômodos e corredores do Castelo de Woodyard. Conforme caminhava, escutava um coro uníssono, em êxtase, que se tornava mais forte conforme ele se aproximava da sacada do castelo. _ Vida longa ao rei! Vida longa ao rei! Vida longa ao rei! Ele, enfim, chegou até a sacada. O povo ali presente, em frente ao castelo, engrossou ainda mais o hino quando o viu. Com os braços abertos, de aparência amigável e singela, ela acenou para o povo que estava abaixo, como sempre. A rainha, idem, estava ali, sempre à sua direita, ora envolvida pelos braços dele, ora também saudando o público. _ Bebi o dobro do que você bebeu nesta madrugada, meu amor. E despertei três horas antes de ti. Cômico, não acha? _ A força feminina! É o que nos mantém no poder! Sua esposa era uma mulher de quase trinta anos de idade. Os efeitos do tempo, entretanto, inegavelmente eram muito gentis com ela. Aparentava ser dez anos mais jovem. A rainha chamava a atenção, sem sombra de dúvidas, pela beleza física: mulher de corpo esbelto, e de rosto tão atraente quanto. Ele, enfim, deu início ao pronunciamento real. De cunho populista e com muita convicção em toda frase que proferia, ele exaltou a laicidade de sua monarquia. Alegou que não admitiria, nem por cima do seu cadáver, que a coroa compartilhasse o governo com o Papa. Como o de costume, apontou o dedo para a Igreja Católica, condenando-a pelo massacre estúpido daqueles que ela julgava como infiéis. Posteriormente, reiterou o seu compromisso com as camadas mais baixas da sociedade. Se auto-intitulou como o pai dos pobres. Alegou que reduziria o preço do trigo pela metade. E ganhou ainda mais a simpatia de seus ouvintes quando comunicou que distribuiria pães de forma gratuita em alguns pontos dos vilarejos de seu reino, garantindo o direito básico da alimentação para todos e todas. Penhorou, também, que os soldados, tanto os da elite quanto os do império, seriam valorizados e teriam a sua dignidade garantida. Afinal, segundo ele, na sua visão de governabilidade não existiam reis e capachos. Existiam seres humanos buscando um bem comum. E, finalmente, levantou a sua principal bandeira: garantiu que, enquanto ele tivesse a coroa sobre a sua cabeça, homens e mulheres seriam iguais. Os mesmos direitos. As mesmas funções. Os mesmos papéis na sociedade. Exaltou com as mais fascinantes palavras o arquétipo da mulher independente e empoderada. Discorsou primorosamente durante quase trinta minutos sobre a suma importância da equidade dos sexos em um meio social evoluído. O povo foi ao delírio, como já era costumeiro no pós-dicurso do rei. O barulho era ensurdecedor. Toda gente gritava o seu nome à todo pulmão, confiando cegamente na benevolência de seu líder. Ele era uma unanimidade entre o povo. Não havia uma alma viva que abrisse a boca para reclamar de sua forma de reinar. De suas ideologias modernas. Era um verdadeiro rei hegemônico. O mais perto que se havia de Deus em solo terreno. Ele, por sua vez, sequer lembrava do que havia dito em seu discurso alguns minutos antes. Sua cabeça estava em outro lugar. Nas nuvens. Só conseguia pensar nas fartas moedas da corrupção caindo sobre suas mãos - que financiavam esbórnias, orgias, bebedeiras e afins suas, da rainha e de seus aliados mais próximos - e no futuro promissor de seu império populista, que em um dia não tão distante haveria de se expandir para os quatro cantos da Europa, em um reinado jamais visto antes na história da humanidade. Assim que terminou o seu enunciado ao público, em meio aos berros que manifestavam apoio ao seu reinado, ele arregaçou a sua manga esquerda, revelando o mesmo o rei de espadas de outrora, a mesma carta que ele havia embebido no vinho. Ele havia a escondido em seu uniforme imperial quando saiu do salão real. _ Vês isso, reizinho? Isso não é nada. É um grão de areia perto do império gigantesco que Júpiter te reserva. Terá o mundo aos seus pés, é inevitável. A ordem cósmica quis assim. As próximas maltas vão aprender sobre o seu nome. Sobre tudo que te envolve. E até sobre o seu sabor de licor preferido. E você? Você só deve saber o seu próprio nome. É o que mais importa. Reizinho, é assim que gira o ciclo da vida: manda quem pode, obedece quem tem juízo. E eles tem. Você vê cada vez mais de perto que tem. O universo deve respeito por aquele que já nasceu abençoado. E ninguém vai ser capaz de te impedir, reizinho. Ninguém. Nem mesmo Deus. Obrigado por ler e aguardo ansiosamente pelo feedback! :)
El uso indebido de información privilegiada puede ser considerado un delito. Fuente: pixabay.com. Hoy en día, el marco legal en cuanto al uso de dicha información de desconocimiento público es materia de discusión entre legisladores y economistas. Y es que si bien rompe con los principios de equidad y justicia frente a la práctica bursátil, genera cierto beneficio económico en el ... Sinónimos de Privilegiado en el Diccionario de Sinónimos. Privilegiado es sinónimo de: acomodado, pudiente, acaudalado, rico, extraordinario, excep ... privilegiado - sinónimos de 'privilegiado' en un diccionario de 200.000 sinónimos online otro punto de interés de este privilegiado espacio ecológico son sus numerosos restos arqueológicos 3 Que implica o denota algún tipo de privilegio. información privilegiada; la financiación privilegiada, la limitación de la competencia y la reducida presión fiscal trataban de ganar el favor político del empresario Soy una privilegiada de la vida, la hija de una ama de casa y de un obrero que, por ser amigo de Jesús Menéndez, estuvo muchas veces preso, soy sobrina de comunistas, con el esfuerzo de mis tíos y de mis padres pude estudiar en Santa Clara, de lo contrario, hubiese sido un sueño frustrado porque residía en Unidad Proletaria, en el ...
EP2 - "A 1ª TRAGÉDIA DE 2020" - INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA
A Paz do Senhor queridos, aqui é a tia Quelly!!! Caso você esteja procurando este conteúdo digitado ou por suas imagens (slides), clique em nosso Blog: www.m... Episódio 2 - Informação Privilegiada Todos os dias, Luís Franco-Bastos traz à RFM Informação Privilegiada. Uma entrevista, um depoimento, um comentário de alguém que todos os meios de ... Quando tudo terminou, Deus no sétimo descansou Mas na formação do Éden, viu que algo lhe faltou Deus olhou para Adão, nele um sono fez cair A Adão anestesiou... Este quadro é baseado na série "Change my Mind" do canal americano StevenCrowder. Nele, a cada episódio uma pessoa se disponibilizará a debater uma determina... Rose Nascimento cantando Privilegiadas em homenagem a todas as mulheres. Deus esteja com elas.